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Postado em 05/03/2017 11:11

Moscovita conta como é sambar por escola campeã

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Juliana Titáeva, 26, tem o samba apenas como hobby e dirige uma agência de relações públicas em Moscou. Foto:Instagram
MARIA AZÁLINA, GAZETA RUSSA
No sambódromo do Rio, Juliana Titáeva foi uma das passistas que ajudaram a tirar a Portela dos 33 anos de jejum.
Formada em análise de investimentos e sócia de uma agência de relações públicas em Moscou, a russa acompanhou da quadra da Portela a apuração.
“Em seis semanas [de estadia no Rio], passei a ser parte da escola, ela entrou no meu coração e na minha alma. É verdade, estou aos prantos, estou numa felicidade sem fim  por ser parte de acontecimentos que entram para a história do samba. É uma vitória após 33 anos de silêncio”, disse à agência Tass.“Em 72 minutos, toda a escolar atravessa o Sambódromo. No final das contas, a gente passa cerca de 40 minutos lá no total, e não me parece difícil. Primeiro porque você é preparado para isso nos ensaios, e depois porque suas pernas esfoladas e a fantasia desconfortável já não importam:  você para de sentir isso ao entrar numa espécie de transe”, diz Titáeva.Mas o samba é só um hobby para a russa, que caracteriza as emoções dos sambistas como “surreais” e diz que esses se preparam para o carnaval “como se fossem para a guerra”.
Caminho para a vitória
Para entrar na escola, Titáeva passou por três etapas de seleção e foi convidada por inúmeros programas de TV brasileiros – inclusive o de Fátima Bernardes – para falar sobre o assunto.
“Minha ala de passistas é composta por moços e moças que dançam samba de verdade, então não dá para simplesmente comprar um lugar ali. São todos da comunidade, são praticamente o coração da escola. É difícil descrever o tipo de emoções que presenciei entre essa gente. Logo antes de ir ao Sambódromo, eles se reúnem em círculo segurando as mãos uns dos outros e rezam. É como ir à guerra”, diz.
Ela também conta que foi grande a preparação para enfrentar mais quase uma hora de samba sob o calor do Rio.
Apesar de a russa dizer que não pretende se tornar uma sambista profissional, ela garante que estará no sambódromo em 2018.
“Estarei lá sem sombra de dúvida!”, arremata.

http://gazetarussa.com.br/bilateral/2017/03/03/moscovita-conta-como-e-sambar-por-escola-campea_712953

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