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Postado em 27/01/2019 5:20

As tragédias permitidas

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Brumadinho e Bolsonaro: dois casos em que faltaram às autoridades as devidas inspeções (Foto: Isac Nobre/PR)

Jornal GGN – Na sua coluna deste domingo (27), publicada na Folha de S.Paulo, Janio de Freitas faz um paralelo entre duas tragédias “permitidas”: a ruptura da barragem em Brumadinho (MG) e o governo Jair Bolsonaro (PSL).
O crime ambiental na cidade que compõe a região metropolitana de Belo Horizonte poderia ter sido evitado se a Procuradoria-Geral da República, Ministérios Públicos federal e de Minas e o Judiciário tivessem dado sentenças rigorosas a Vale S.A e aos culpados pela tragédia de Mariana.
“Faltaram ainda àqueles poderes providências, por exemplo, para que todas as empresas administradoras de barragens fizessem, em seguida ao desastre de Mariana, inspeções e laudos formais em prazo determinado”, pontua Janio, lançando a preocupação se a falta de responsabilidade de todos esses poderes irá se repetir no caso Brumadinho.
Em relação ao governo Bolsonaro, Janio destaca que, no passado, o atual presidente não cumpriu toda a carreira militar. Foi “excluído do Exército, sob ponderações do Superior Tribunal Militar, que puseram em dúvida até seu equilíbrio mental”.
Entretanto, ao longo de toda a vida política, Bolsonaro fez menção ao passado como militar aproveitando-se do peso dessa ligação para conseguir votos entre a população mais conservadora.
Quando despontou como principal candidato, foi a vez de setores do alto comando do Exército se aproveitarem da imagem de Bolsonaro, reatando a ligação com o ex-paraquedista.
“Por utilitarismo, sem dúvida, Bolsonaro empenhou-se em ser dado como capitão, representante legítimo de todas as idiossincrasias e da radicalidade conservadora, anticultural e patriótica da caserna. O candidato identificado com as Forças Armadas”, observa Janio.
Agora como presidente, “o ar já não é mais o mesmo” na relação com os militares. O desenrolar do caso Flávio Bolsonaro, seu envolvimento com milicianos, e o vexame da participação de Bolsonaro pai no Fórum Econômico Mundial, levantaram “inquietações” entre membros do Exército. “É fácil imaginar o que se passa com a maioria dos generais, inclusive como contribuintes da identificação militar com o novo e caótico poder”, completa Janio.
Para ler sua coluna na íntegra, clique aqui

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