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Postado em 17/02/2019 7:26

Bannon diz que Bolsonaro irá afastar Brasil da China

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Embora a China seja o país que mais importa produtos brasileiros e mais investe no país, Steve Bannon, que é uma espécie de porta-voz dos interesses imperiais, diz que o governo de Jair Bolsonaro irá afastar Brasil e China. Segundo ele, o Brasil será um dos principais campos de batalha entre o Ocidente e a China. “O Brasil será um dos campos de batalha nisso, porque a China não vê o Brasil por seu capital humano, vamos ser francos. O que eles veem é uma maciça oportunidade de recursos naturais e agricultura”, afirma. No entanto, enquanto o clã Bolsonaro vê o Brasil como colônia dos Estados Unidos, o general Mourão tenta resistir à submissão completa

247 – Steve Bannon, líder global do populismo de direita e um dos porta-vozes dos interesses imperiais, afirma que o governo de Jair Bolsonaro irá afastar o Brasil da China, país que mais importa produtos brasileiros – sobretudo do agronegócio – e que também mais investe na economia brasileira. Segundo ele, o Brasil será palco da guerra entre Ocidente (Estados Unidos) e China.

“O Brasil será um dos campos de batalha nisso, porque a China não vê o Brasil por seu capital humano, vamos ser francos. O que eles veem é uma maciça oportunidade de recursos naturais e agricultura. Esse conflito global econômico entre o Ocidente… Lembre, quando Trump diz sobre mudanças estruturais é para trazer a cadeia de fornecimento de volta às democracias industriais. Quando isso acontecer, irá explodir a economia do Brasil, as taxas de crescimento. O tipo de capitalismo que eles fazem no Brasil e na África Subsaariana incentiva as elites, controla infraestrutura e recursos naturais através da elite, é um capitalismo predatório dos chineses que têm de ser quebrado. Um dos locais-chave para quebrá-lo é o Brasil”, afirma Bannon, em entrevista à jornalista Beatriz Bulla, correspondente do Estado de S. Paulo em Washington.

Bannon também exaltou o astrólogo Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, que ataca China e defende a submissão do Brasil aos Estados Unidos. “A história vai mostrar que ele é um dos grandes conservadores e filósofos. O que ele faz no Brasil, seus escritos estão cada vez mais conhecidos nesse movimento. Acho que ele será mais e mais conhecido a cada ano, não só para o Brasil, mas para o entendimento desse movimento numa perspectiva mundial”, diz ele.

Enquanto a família Bolsonaro está alinhada com a ideia de Brasil como colônia dos Estados Unidos, o general Hamilton Mourão tenta resistir.

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