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Postado em 09/11/2016 10:45

BRICS: Como países estrangeiros tentam desestabilizar situação em Hong Kong

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© REUTERS/ Tyrone Siu

Qualquer observador atento, vera que todos os países que formam os BRICS, de uma forma ou de outra, estão tendo problemas com tentativa de golpe como o que já aconteceu no Brasil. Estão tentando na África do Sul, conflito entre Índia e Paquistão, Rússia sendo cercada pelas tropas da OTAN e sendo demonizada pelos lideres ocidentais, distúrbios na China e podem anotar que vem mais problemas por ai. ““ É claro que vão aparecer uns energúmenos para dizer que isso não passa de “teoria da conspiração”, termo criado pela mesma agencia de inteligência que criou a frase “POR TRAS DE TODO NACIONALISTA EXISTE UM UM IDIOTA” com os midiotizados brasileiros levando isso a serio acreditando que é verdade. (Valter Xéu)

Após os recentes comentários dos EUA sobre as tensões entre a China e a região administrativa de Hong Kong, alguns países estrangeiros, principalmente os EUA e o Reino Unido, estão tentando desestabilizar a situação na China, consideram analistas políticos russos.
Em entrevista à Sputnik, eles apontam que tais tentativas representam instigação e interferência nas questões internas da China.
Na segunda-feira, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Mark Toner apelou aos governos da China e de Hong Kong para “se absterem de ações que abalem a confiança” no país.
As recentes tensões ocorreram entre a China e Hong Kong quando Pequim não permitiu a dois políticos eleitos de Hong Kong, que defendem a independência da cidade, a se juntarem ao parlamento como deputados.
Por seu turno, o porta-voz da chancelaria chinesa Lu Kang destacou que Hong Kong é uma região administrativa especial da China e que os assuntos de Hong Kong são inteiramente questões internas da China.
“Isto está completamente sob a soberania da China e os outros países não têm o direito de interferir”, ressaltou Kang. Ele acrescentou que certas forças independentistas de Hong Kong planejam dividir a China e ganhar o apoio de países estrangeiros com esse objetivo. Vladimir Evseev, vice-diretor do Instituto da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), declarou à Sputnik que Washington “está usando todas as oportunidades para criar problemas à China”.
Evseev acha que os recentes protestos em Hong Kong podem ter sido planejados com ajuda dos EUA. Segundo ele, neste caso a China tem pleno direito de restabelecer a ordem no seu território. Pequim decidiu não envolver o exército, se limitando apenas ao uso de forças policiais e medidas restritivas.
Outro especialista russo, Alexey Maslov da Escola Superior da Economia, informou à Sputnik que a interferência externa nas questões internas de Hong Kong teve início oito anos atrás através da criação de vários fundos e programas de treinamento nos câmpus da Universidade de Hong Kong e da Universidade Chinesa de Hong Kong.
Segundo ele, esses programas de treinamento, realizados por especialistas norte-americanos e britânicos, têm por objetivo manipular a opinião pública em Hong Kong, questionando os direitos e liberdades através da juventude.
Maslov opina que tal desinformação visa “desestabilizar a China e mostrar que Pequim suprime as liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos”. Finalmente, Andrei Karneev, vice-diretor do Instituto para Estudos da Ásia e África da Universidade Estatal de Moscou declarou à Sputnik que seria errado não relacionar os eventos em Hong Kong com a influência externa.

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/201611096762412-hong-kong-china-interferencia/

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