Brasília - Sábado , 18 de Maio de 2013 Página Inicial | Indique aos amigos
Coluna de Emir Sader
O que quer a oposição?
A frase atribuída ao pré-candidato presidencial Aécio Neves – de que não seria um candidato anti-Lula, mas pós-Lula – expressa as dificuldades da oposição para definir o perfil de suas candidaturas na eleição presidencial do próximo ano. Lula desconcertou a direita e a esquerda, com sua combinação entre uma política econômico-financeira ortodoxa e políticas sociais e política externa novas.
Colocou para a oposição o dilema de reivindicar os elementos de continuidade como méritos seus, tentando também reivindicar o início das políticas sociais que frutificaram claramente no governo Lula, com as dificuldades do caso: por que a combinação deu certo agora e não antes? Os argumentos do contexto internacional – desfavorável a FHC e favorável a Lula – são insuficientes para dar conta de que Lula tenha 80% de apoio no terceiro ano do seu mandato, quando FHC contava com apenas 18%.
O objetivo imediato da oposição é recuperar o governo e o Estado, mesmo se juntando vertentes diferentes. Por isso apostam em Serra, olhando para as pesquisas e não para as nuances de suas posições. Um parecer do DEM que pedia a Serra que se atacasse ao governo, não deixando que Lula e Dilma passeassem sozinhos pelo país, recebeu a resposta do governador de São Paulo de que havia criticado as taxas de juros e a política do Banco Central. Foi interrompido pelo representante do ex-PFL, para dizer-lhe que isso é o que estava bem no governo, que não deveria ser criticado. Haveria que criticar o resto. O que dá uma ideia de como a aliança opositora tenta impedir o que FHC mencionou para Aécio: que o PT governe o país por 16 anos. O resto virá depois.
Alckmin foi um candidato neoliberal típico. Pregava o Estado mínimo, dizia que o Brasil estava perdendo oportunidades ao não se aliar prioritariamente com os países do centro do capitalismo e privilegiar alianças no Sul do mundo, elogiava o dinamismo do mercado etc, etc. Nenhum desses argumentos tem uma mínima viabilidade. Já naquele momento, facilitou a vitória de Lula no segundo turno, mesmo com Alckmin renegando as privatizações do governo de FHC, na busca desesperada de não sofrer a enorme derrota que acabou sofrendo.
Serra – o provável candidato opositor – tentará se apresentar como desenvolvimento, como favorável a um papel ativo do Estado na economia, incorporando as políticas sociais do governo – assumidas pelo PSDB na reunião recentemente realizada no Nordeste. Busca concentrar suas críticas na elevada taxa de juros, nas alianças internacionais e na suposta utilização partidária do aparato de Estado pelo PT. Uma plataforma pobre, sobretudo que terá que se enfrentar com uma candidata muito competente, que tem resultados significativos para apresentar, não apenas como projeto, mas como realidade concreta, construída e projetada para o futuro.
Serra tentará também reivindicar seu papel como ministro da Saúde do governo de FHC, exibindo os medicamentos genéricos como obra sua. Tratará de esconder que foi ministro econômico desse governo, em toda sua primeira etapa, quando se lançou o Plano Real. A política econômica de um eventual governo Serra conta como seus responsáveis fundamentais nomes que participaram do governo de FHC.
Disputa-se daqui até 2010 o sentido do pós-Lula. Pode ser um parênteses entre dois governos tucanos-demo e introduzir um processo de restauração conservadora. Ou pode ser uma ponte para a saída do modelo herdado.
De uma ou outra alternativa depende a continuidade da hegemonia do capital financeiro ou sua quebra. A manutenção do modelo de agronegócios no campo ou sua substituição por um modelo centrado na pequena e média propriedade, na economia familiar e na autossuficiência alimentar. A preservação de uma ditadura privada na formação da opinião pública ou a passagem à democratização da mídia e à construção democrática e pluralista da opinião pública.







Europa à direita, América Latina à esquerda
Foram os europeus que inventaram a expressão “esquerda”, foram eles que nos exportaram seus grandes teóricos, foram sempre eles as referências para as esquerdas de outras regiões do mundo, durante mais de um século e meio. Agora a Europa se torna um bastião da direita, a esquerda européia vive seu momento de maior debilidade desde que o termo foi inventado, enquanto a esquerda se fortalece na América Latina.
Partidos tradicionais de esquerda desfigurados, com tantos deles tendo aplicado rigorosamente políticas neoliberais – como os casos da Espanha, da França, da Inglaterra, da Alemanha, entre tantos outros. Sindicatos muito debilitados, devido às políticas de “flexibilização laboral”, ao desemprego, à exploração chovinista contra os trabalhadores imigrantes. Esquerda radical isolada, dividida. Cenário ideológico dominado pela direita e até mesmo pela extrema direita.
Um continente que vive bem, mais distante do que nunca do que vive a periferia, que não quer mudar, que culpa suas vítimas pelos seus problemas – imigração, “terrorismo”. Um continente que preferiu consolidar sua aliança subordinada com os EUA, do que aliar-se à periferia na luta por um mundo melhor.
Votam à direita, com hegemonia conservadora, porque são os grandes vencedores da globalização neoliberal, enquanto a América Latina vota à esquerda, porque somos vítimas dessa globalização. Enquanto eles rejeitam a esquerda, a América Latina reivindica e trata de reinventá-la. Enquanto eles rejeitam o marxismo, o pensamento critico latinoamericano busca aplicá-lo criativamente. Enquanto eles reforçam o capitalismo de forma conservadora e autoritária, com políticas duras contra a imigração, países latinoamericanos – como a Bolívia e o Equador – reivindicam a seus imigrantes e elegem representantes seus para suas constituintes e seu sistema política de Estados refundados. Enquanto eles projetam lideres direitistas e autoritários como Sarkozy, Berlusconi, Merkel e se representam neles, a América Latina exibe a imagem dos 5 presidentes latinoamericanos de mão dadas ao alto no Fórum Social Mundial – Evo Morales, Rafael Correa, Lula, Hugo Chavez, Fernando Lugo -, todos outsiders da política tradicional, que começam a construir o “outro mundo possível”.
A Europa se transformou em um bastião do conservadorismo no mundo, substituindo a tradicional postura solidária da esquerda no pós-guerra, pelo egoísmo consumista de agora. Promoveu sua integração para se posicionar melhor no mercado mundial, para virar mais ainda um continente fortaleza, fechado sobre si mesmo.
Enquanto a América Latina promove processos de integração solidária, que permitem terminar com o analfabetismo na Venezuela e na Bolívia, devolver à visão a quase dois milhões de latinoamericanos, formas as primeiras gerações de médicos pobres – através da Alba. Forma um banco da região – o Banco do Sul -, para financiar nossos próprios projetos. Constitui o Conselho Sulamericano de Defesa, para resolver os conflitos internos dentro da própria região e fortalecer a segurança da região frente às ameaças externas.
A eleição e posse recentes de Mauricio Funes, em El Salvador, apenas confirma essa tendência latinoamericano de buscar na esquerda – moderada ou radical – a solução para seus problemas e a vida de superação do neoliberalismo, forjado e exportado do centro do capitalismo para nossos países e assumido por governos aliados do centro do capitalismo. Enquanto a América Latina privilegia a unidade do Sul do mundo, contra o neocolonialismo e a dominação imperial do centro.
A Europa se torna uma espécie de museu, congelada, buscando estar de costas para o novo mundo que procuramos construir. Nós, America Latina, um laboratório de experiências de construção desse novo mundo.








Intelectuais venezuelanos fazem balanço da revolução

Ao completar 10 anos, intelectuais revolucionários venezuelanos , todos absolutamente identificados com o processo bolivariano, mas ao mesmo tempo preocupados com os problemas que ele tem que enfrentar, se reuniram, em evento inédito, na capital da Venezuela, nos dias 2 e 3 de junho. Foram convocados pelo Centro Internacional Miranda, para fazer um balanço das “luzes e sombras” – como diz a convocatória – que o país está vivendo. A reunião contou com 40 intelectuais, entre eles o diretor do Centro, Luis Bonilla, Juan Carlos Monedero – espanhol, professor da Universidade Complutense de Madri, radicado em Caracas -, Vladimir Acosta, Luis Damiani, Luis Acuña, Iraida Vargas, Luis Britto Garcia, Santiago Arconada, Rigoberto Lanz, Miguel Angel Pérez, Carmen Bohórquez, Victor Alvarez, Eleazar Dias Rangel, Roberto Hernandez Montoya, Roland Denis, Fausto Fernandez, Daniel Hernandez, Filinto Duran, Mario Sanoja, Marta Harnecker [chilena radicada em Cuba], Aram Aharonian [uruguaio radicado em Caracas].
Participei como convidado estrangeiro e pude constatar a extraordinária riqueza das análises e propostas desse grupo de intelectuais, também como o processo venezuelano produz novas questões, permite novas abordagens e permite a geração de espaços de crítica e de debate no seu interior.

Como mostra do tipo de intervenção, segue a intervenção de Juan Carlos Monedero:
“Eu conheci cinco momentos revolucionários na minha vida. O dos meus velhinhos republicanos, a revolução cubana, a revolução dos cravos em Portugal, a revolução sandinista e a revolução bolivariana. Esta ultima é que eu fiz minha e à que uni meu destino nos últimos cinco anos. Quem fala não é uma pessoa de fora, mas uma pessoa que fala de dentro de um processo em que já trabalha há muito tempo.
Não nos vamos a deter nas conquistas da revolução bolivariana, nem na importância da liderança do Presidente Chavez. Ambos os aspectos são claros e estão fora de dúvida para todos os presentes. Há exatamente uma semana pudemos nos dirigir à opinião pública para reiterar os avanços enormes que a Venezuela conseguiu nos últimos cinco anos, para dizer à direita mundial que na Venezuela está-se construindo uma alternativa, para defender a liderança do Presidente Chavez como referência política do processo bolivariano. Hoje fomos aqui chamados para outra coisa.
O pensamento crítico é aquele que diz que o que existe não esgota as possibilidades da existência. Por isso tem sempre que ir mais além do evidente. Esta reunião tem a vantagem de que não precisa demonstrar o que para nós é óbvio: a Venezuela bolivariana devolveu a esperança na política aos desencantados com a IV República, aproximou o sonho socialista de uma encarnação prática, que como prática sempre estará abaixo da potência dos sonhos, e demonstra seu rumo de esperanças pela violência e pela condição dos seus inimigos.
Inimigos com muitos focos e meios, mas sem idéias, como pudemos ver recentemente na Venezuela na reunião da extrema direita, reunida na Venezuela, porque é daqui que se está irradiando a mudança para todo o continente.
É obrigação dos intelectuais olhar as zonas não iluminadas, tirar véus, iluminar caminhos prometedores e alertar sobre caminhos improdutivos ou desaconselháveis. À diferença do intelectual complacente, o trabalhador crítico das idéias, como disse Aristóteles, é muito amigo de Platão, mas é mais amigo da verdade.
Mas nunca é complacente, sempre tem algo que incomoda e vive sempre com uma sensação de insatisfação permanente.

São três as tarefas dos intelectuais honrados:
- Em primeiro lugar, contribuir, como trabalhadores das idéias, com argumentos para melhorar a justiça e a liberdade dos povos;
- Em segundo lugar, fazer contrapeso ao poder, não somente o dos governos, mas também os poderes escondidos que traçam as sendas das sociedades através da força do dinheiro, do controle da mídia, das armas ou de qualquer outra forma de dominação;
- Em terceiro lugar, corresponde aos intelectuais propor alternativas sustentadas pelo conhecimento da história, do seu olhar totalizador e da sua capacidade de construir marcos teóricos sobre a experiência dos povos.
Na Venezuela, a intelectualidade crítica cumpriu plenamente a primeira das três tarefas. Esteve firme na crítica de todos os problemas da IV República, ajudando a fazer nascer a Nova República, argumentou política e constitucionalmente sobre o novo sistema e apoiou diretamente o governo do Presidente Chavez como uma possibilidade de que a defesa do povo se tornasse uma realidade. Como o Presidente Chavez era a garantia de continuidade da revolução, todos os ataques se uniram para tentar derrubar de qualquer forma o Presidente. Daí que o correto era defende-lo contra todos esses ataques internos e externos.
Cumpriu igualmente a segunda das tarefas, desvelando as máscaras de um poder que mandava no país há séculos.
Mas teve menos espaços ou sorte para construir os cenários alternativos. Os que estamos hoje aqui hoje vimos mantendo uma defesa firme do processo bolivariano. Nesta reunião vamos demonstrar que a crítica é possível na Venezuela. A oposição esteve a ponto de ganhar uma batalha que debilita profundamente ao governo: descartar qualquer crítica como contra-revolucionária ou paga pela CIA. Os aqui presentes somos todos homens e mulheres que levamos muitos anos nos arriscando para defender este processo e os processos irmãos de outros países. Os que nos acusam de contra-revolucionários por defender e por exercer a critica ao processo, desde dentro do processo, são pessoas que estão fazendo da política um âmbito de privilégio, pessoas que não defendem ideologias, mas espaços de interesse. Não é o caso desta reunião.
Quero manifestar neste escasso tempo a importância do peso da história em cada país. Na Espanha, cada momento de crise ressuscita o enfrentamento entre a Espanha republicana e a Espanha franquista. Mesmo hoje no DNA da democracia espanhola há muito de franquismo, da mesma forma que de anti-franquismo.
No DNA da V República há muito de “quarto-republicanismo sociológico” e também de “mantuanismo” ideológico[menção à “elite crioula” que primeiro liderou o movimento de independência], de “perezjimenismo” sociológico [menção ao militar e político autoritário Marcos Pérez Jiménez, ditador e presidente de meados do séc. XX] que obriga a um alerta especial diante dos fantasmas políticos da história da Venezuela.
A República deu resposta a muitos destes problemas, mas não com a suficiente intensidade. Uma lista simples dos fantasmas que caminham com a história da Venezuela vem a seguir. Buscou-se algum tipo de solução para esses problemas na V República, mas ainda resta muito por fazer:
Hiperliderança, própria de países com um escasso embasamento social, com um frágil sistema de partidos democráticos e com uma alta porcentagem de exclusão. A hiperliderança permite definir uma alternativa à seletividade estratégica do Estado herdado, sempre um freio à transformação; além disso, tem a vantagem de articular a desestruturação e a fragmentação com formas de cesarismo progressista – na expressão de Gramsci -, mas que desativam a participação popular excessivamente confiante na capacidade heróica da liderança.
Centralização: é outra cara da mesma debilidade da sociedade civil. A descentralização foi usada na Venezuela para que de fato fosse introduzido o neoliberalismo mais duro, mas em um mundo complexo, a descentralização é sinônimo de eficiência.
Clientelismo partidista: hoje com um signo, amanhã com outro, que funciona como uma forma alternativa de articulação política, mas sempre inferior em termos de emancipação que formas impessoais de império da lei e da colocação em prática de direitos civis, políticos e sociais. Além de que quem se clienteliza tem sua dignidade roubada. Uma revolução popular não precisa de formas clientelistas pois todo o poder reside no povo.
Mentalidade rentista, que considera que os venezuelanos não precisam trabalhar para viver como reis. Isso os leva a exigir do Governo que lhes resolva os problema da vida sem a necessária co-responsabilidade.
Corrupção e ineficiência: são as duas faces de um mesmo problema, que articulou a campanha de 1998, e que ainda está esperando resposta; a corrupção arrasa com recursos que são de todos e os coloca a serviço do privilégio de novas castas que fazem do luxo e da ostentação um objetivo. O que em outros processos demorou uma geração, na Venezuela foi construído durante apenas os últimos cinco anos. É possível pela debilidade de um Estado que arrasta a Venezuela desde a colônia, quando não foi vice-reinado , mas Capitania Geral. Há determinadas frases que continuam a ser usuais e que marcam a relação com o Estado. “Caminhos verdes”, “resolver”, “quanto há para isso”...
Militarismo, articulado na V República com a união cívico-militar, mas que precisa de formas mais audazes que avancem no papel do exército na democracia socialista. Onde estão os estudos que antecipam novas formas dessa relação?
Violência: com este contraste entre a amabilidade das formas e a dureza da vida cotidiana, no tráfico, nos bairros, no lugar de trabalho.
Este é um leque de problemas pendentes. A solução, creio, não passa por aprofundar nenhum destes aspectos, mas em conseguir alguma forma de aufhebung hegeliana, uma superação que continue iluminando, como até agora fez, o caminho da emancipação deste povo e dos que olham para ele atentamente desde a América Latina. O primeiro passo consiste em iluminá-los como problemas. O que não se vê não permite ser identificado como fonte de dor, o que não dói não se transforma, e o que não se transforma vira necrose. O papel essencial desempenhado pela revolução bolivariana na emancipação da Venezuela e no continente faz deste processo o mais importante do continente. O peso neste seminário das críticas não significa que haja mais problemas do que soluções.
Estou convencido de que o melhor que a aconteceu à Venezuela em décadas foi a revolução bolivariana, que foi alavanca essencial para tudo o que aconteceu depois com a esquerda latino-americana. Razão suficiente para que, entre todos nós, cuidemos deste processo e o façamos avançar. Aos trabalhadores das palavras e das idéias corresponde desvendar os problemas , iluminar novos rumos e prevenir possíveis nós. Oxalá estas reflexões, junto às que saiam deste seminário, ajudem nesta direção. O socialismo do século XXI se diferencia do socialismo do século XX, principalmente na sua aposta na participação. No nosso caso, a crítica faz parte da nossa maneira de participar. E criticando somos parte do processo revolucionário.

Muito obrigado".

Postado em 07/06/2009 ás 10:47

[ Imprimir ]

Veja Também
» Afinal, quem tem medo da democracia no Brasil?
» A direita latino-americana
» O caminho da França, da esquerda à direita
» T – D (Todos menos Dilma)
» Diário do reino da austeridade
» A imprensa brasileira não é democrática
» "Erro" ou manipulação de El País?
» O suicídio da imprensa brasileira
» A Primavera Árabe e suas contradições
» Força e fraqueza do partido da mídia
» "A opção e a diversidade são necessidades da alma"
» A democratização do Estado
» As raízes do golpismo da direita brasileira
» O resgate de São Paulo
» Os tucanos, do começo ao fim
» No mundo das ilusões da velha mídia
» Diário de Beirute (2): Líbano, os mal-entendidos
» Os sonhos da oposição
» 11 x 11
» Diário da Bolívia 2012 (1)
» O estado da democracia no Brasil
» A refundação do Mercosul
» O México, entre fraude e fraude
» O Fórum de São Paulo e a esquerda latinoamericana hoje
» A volta do PRI
» América Latina, 50 anos depois
» Onde há democracia no mundo?
» O dedo do Lula
» De ex a anti-esquerdistas
» Verdugos e vítimas
» Que morra de sede o capital especulativo
» O trabalho, a atividade mais transversal da humanidade
» O Uruguai, por Eduardo Galeano
» Fim das utopias e ditadura dos mercados?
» O golpe de 2002 na Venezuela: a praia Giron da mídia golpista
» O golpe, a ditadura e a direita brasileira
» A janela e o espelho
» O discurso da direita
» A lógica da loucura
» Democratização ou mercantilização da política
» A Cuba que Dilma visita
» O lugar do Estado para a direita e a esquerda
» África, um continente sem história?
» As palavras e as coisas: sobre as ditaduras
» América Latina 2011
» Direitos, humanos
» A primavera não chegou ao Marrocos
» A cara da dignidade
» Crônica de uma debacle anunciada
» A natureza da crise atual
» Capitalismo ou democracia
» A construção de hegemonias alternativas
» A urgência da democratização da mídia
» Jorge de todos os Brasis
» Reforma política democrática, só com Constituinte
» A primavera dos direitos humanos
» Minhas lembranças do 11 de setembro
» E agora, PT?
» De céticos a cínicos
» Diário do novo Peru (1): Antecedentes do novo Peru
» A orfandade das derrotas
» Agenda para um espanhol indignado
» Os Otavinhos
» Os eixos da política externa brasileira
» O PRI prepara sua volta ao governo do México
» A rebeldia dos jovens que nos faz tanta falta
» Balanço do governo Lula: Neoliberalismo versus Pós-Neoliberalismo
» Lições da crise
» A crise e as saídas da crise
» A morte de Allende
» Cultura: mercadoria ou bem comum?
» A discriminação no Brasil é étnica, social e regional
» Groucho Marx e os Direitos de Autor
» Elogio dos trabalhadores
» Lula, Dilma e o futuro do Brasil
» Os brasileirinhos
» As razões do golpe de 64
» Os 35 anos do golpe argentino
» O imperialismo, fase atual do capitalismo
» Quem tem medo da democracia no Brasil?
» Perseguido, por boas razões
» Comunicado - Sobre a Casa de Rui Barbosa
» Lula, Dilma e a velha mídia
» Mudou Lula ou mudou o FSM?
» Nova oportunidade para o FSM
» A crise da hegemonia ocidental no Oriente Médio
» Os prostíbulos do capitalismo
» Capitalismo: o que é isso?
» IPEA faz a radiografia do Brasil
» Aula de imperialismo contemporâneo
» A via brasileira
» O sistema tributário brasileiro é regressivo
» Colônia, Monarquia, República: pactos de elite na história brasileira
» Civilização ou barbárie
» FHC ganha o prêmio Roberto Campos (Bob Fields): o entreguista do ano
» A campanha, na reta final
» Mineiros chilenos, vítimas da flexibilização trabalhista
» Lula+Dilma x FHC+Serra
» A velha imprensa
» As verdades da crise
» Viva o povo brasileiro!
» Corvos pregam golpe - como sempre
» O que é um tucano?
» Quem compra a Veja
» O escândalo Lula
» Se tudo fosse igual
» A esquerda e o Brasil
» Um Brasil sem analfabetos
» Ficha limpa da ditadura
» O que está em jogo nas eleições de 2010
» Voto: direito ou dever?
» Razão e Paixão
» A prostituição n(d)a imprensa
» Mockus: o pós-uribismo
» Página 12: um grande jornal
» O dilema de Ciro
» Para que o Sul seja o norte do mundo
» Serra é o candidato da direita
» Outra Colômbia, de paz, é possível
» Cambalache? Tudo é igual: Dilma ou Serra?
» O liberalismo, trunfo ideológico da direita
» O passado e o futuro do Brasil
» De Pepe a Dilma
» Que tal o primeiro ano do governo Obama?
» A maior de todas as batalhas
» O Berlusconi chileno
» Política e religião
» Bancos Centrais, independentes do quê?
» Quem tem medo do Lula?
» A década da América Latina
» Brasil 2009-2010
» Uribe, rei da salsa
» O sub-udenismo
» 10 anos de Seattle
» Desafios do pensamento crítico
» Fracassomaníacos
» Quem paga, quem recebe?
» Duas trajetórias distintas
» Adriano, Dunga e Lula
» Argentina contra a privatização do futebol
» Verdes: esquerda ou direita?
» Pochmann, o pensamento que o Brasil precisa
» A crise da mídia e a democracia
» O maior drama humanitário contemporâneo
» Os chacais de guarda
» Chile: as duas avenidas
» Os reconhecimentos a FHC
» Diário da Palestina (1): a resistência cultural
» Entre quatro paredes
» O que quer a oposição?
» A esquerda chega ao governo em El Salvador
» Financeirização e precarização: os males do Brasil são
» O dia em que a PETROBRAS deixou de ser BRASileira
» Futebol não é solidário nem na gripe
» A débâcle da FSP
» Brasil, de Getúlio a Lula
» What about Cuba, Mr. Obama?"
» Quem é democrata no Brasil?
» Crise: oportunidade e disputa hegemônica
» Oposição: neoliberal ou pós-Lula?
» “Todas as vozes, todas” (Mercedes Sosa)
» El Salvador: eleições decisivas
» Obama: chega de listas
» Por que Hugo Chávez ganhou?
» 84% e 5%
» As condições do massacre e como evitá-lo
» Gaza: perguntas e respostas
» Para não sermos cúmplices do novo holocausto
» Cuba, Revolução, 50
» Diário da Nova China: o gato e o rato
» Fala, Lula!
» A crise da extrema esquerda
» Primavera na nova Bolívia
» Uribe ou paz
» O Brazil dos tucano-pefelistas (II)
» A hora do Banco do Sul
» As cassandras neoliberais
» O neoliberalismo acabou?
» A crise do capitalismo e a esquerda
» Desequilíbrios estruturais do capitalismo atual
» O medo à revolução
» A nova utopia brasileira
» A dignidade de Allende
» Turbulências latino-americanas
» Autonomia ou hegemonia?
» Lula e os intelectuais
» Fases da luta anti-neoliberal
» 1808, 1822 e os negros
» Críticas - de direita e de esquerda - ao governo Lula
» O novo Paraguai
[ Ver todas as publicações da coluna ]

 

Buscar Conteúdo
Colunistas

Fatal error: Cannot redeclare foto_existe() (previously declared in /home/patria/public_html/colunaconteudo.php:16) in /home/patria/public_html/lado_colunistas.php on line 13