(artigo publicado no jornal Brasil Econômico em 18 de março de 2010)
Nos últimos sete anos, o Brasil presenciou a implantação de um novo modelo de desenvolvimento calcado em quatro pontos essenciais: crescimento econômico com estabilidade, expansão do mercado interno, reinserção do País no plano internacional e redefinição das prioridades dos gastos públicos.
Essas bases explicam o processo que nos tem levado, nos últimos anos, a um ciclo virtuoso de crescimento econômico sustentável e avanços sociais.
Crescemos com estabilidade com vigilância contínua da inflação, ao mesmo tempo em que não abrimos mão de, aos poucos, baixar os juros —embora ainda haja espaço para melhorarmos nossa taxa real. Acumulamos, também, reservas em volumes respeitáveis, que nos permitiram mudar a forma de enfrentar as instabilidades econômicas, como vimos na última crise mundial.
Os bons resultados econômicos também se devem ao segundo “movimento”: a expansão do mercado interno. Graças a diversos programas de distribuição de renda, além de valorização sistemática do salário mínimo e de incentivos ao crédito e ao consumo, milhões de famílias deixaram o poço da exclusão e se tornaram economicamente ativas.
Mais consumo, significa mais produção. Por isso, a distribuição de renda foi responsável por impulsionar a geração de empregos, que bate recordes.
São demonstrações de força e potencial que levaram o Brasil a aumentar o leque de nações com as quais mantém relações comerciais e a figurar entre os grandes da diplomacia mundial. Nos últimos anos, o Brasil comandou uma ação de paz das Nações Unidas, no Haiti, venceu batalhas importantes nas discussões da Organização Mundial do Comércio e se apresentou, nesta semana, como uma alternativa para conduzir as negociações de paz no Oriente Médio. Nunca havíamos tido tanta relevância internacional.
O quarto eixo é transversal aos demais: o Estado brasileiro tem sido cada vez mais planejador, executor e indutor do desenvolvimento. Papel exercido por meio de políticas sociais de combate à miséria e de fortalecimento do mercado interno, mas, substancialmente, a partir de investimentos que catalisaram os avanços e insuflaram nossas perspectivas de desenvolvimento.
A referência estatal veio, por exemplo, com o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), as parcerias público-privadas e a revisão do papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do investimento público. Chamarizes para a retomada do investimento privado, fundamental ao avanço do País.
Essas foram as bases que nos permitiram chegar a um movimento crucial: o Brasil tem ao alcance das mãos a oportunidade de deixar de ser o eterno País do futuro para se firmar como o País do agora. Nosso atual modelo de desenvolvimento abre uma porta para que alcancemos o objetivo de nos tornarmos a 5ª maior economia do globo em 2020.
A chave está em continuarmos a gerir com responsabilidade e planejamento a estupenda riqueza natural e humana que o Brasil tem à disposição.
| Postado em 23/03/2010 ás 00:19 |