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Postado em 30/06/2017 2:32

Coreia do Norte: o cotidiano dos norte coreanos

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© FOTO: ERIC LAFFORGUE
Eric Lafforgue, “Loja vazia de Pyongyang decorada por ocasião da festa nacional”, Coreia do Norte, 2012.
Em Moscou está decorrendo uma exposição de fotografia dedicada à vida cotidiana do país mais fechado do mundo. Apesar de ter começado apenas alguns dias atrás, a exposição já ganhou críticas excelentes e já foi chamada por alguns “de principal evento de verão” no mundo da fotografia.

A Sputnik Brasil falou com os organizadores para saber de onde veio a ideia de realizar esta exposição e como os fotógrafos conseguiram tirar fotos nem um país onde os estrangeiros nem podem andar pelas ruas sozinhos.

De acordo com os organizadores da exposição realizada na Galeria dos Irmãos Lumiere,a popularidade crescente deste país, em conjunto com o interesse dos fotógrafos tanto russos, quanto estrangeiros, gerou a ideia de organizar a exposição com o objetivo de afastar a noção da Coreia do Norte como um país ultra militarizado. São poucas as fotos com soldados ou treinamentos militares, o objetivo dos fotógrafos era mostrar os norte-coreanos simples: crianças, mulheres, trabalhadores.

No entanto, como revelou a coordenadora, Olga Annanurova, à Sputnik, alguns dos fotógrafos enfrentaram dificuldades de comunicação, muitos deles nem conseguiram falar com seus modelos. Em algumas ocasiões o diálogo ocorreu por meio de guias e a sessão de fotos foi realizada apenas em lugares autorizados. Os fotógrafos tiveram que respeitar as regras, por exemplo, uma das principais é que os monumentos dos líderes devem ser fotografados em altura completa, por isso em algumas fotos são eles mesmo os modelos, em outros, apenas aparecem como fundo da imagem principal.

A fotografia é uma forma de arte, sublinham os coordenadores, por isso, não se pode tirar conclusões sobre o que é mais realista ou menos realista nas imagens, se se trata de fotos “vivas” ou de fotos “de promoção”. Tudo depende da visão do espectador, apenas ele pode estabelecer os limites da realidade.

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