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Economia

Postado em 16/05/2019 3:51

Desemprego aumenta no primeiro trimestre do ano e alcança 13,4 milhões

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Pessoas formam filas à procura de emprego. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Levantamento o IBGE mostra ainda que mais de 5 milhões procuram emprego há mais de um ano; Bolsonaro diz que desempregados no país ‘não tem qualificação’

Jornal GGN – A taxa de desemprego (ou taxa de desocupação) aumentou no primeiro trimestre de 2019 em relação aos três últimos meses do ano em 1,1 ponto percentual: passou de 11,6% para 12,7%, segundo informações da Pnad Contínua, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na prática, significa que 13,4 milhões de brasileiros estão desempregados – o maior volume de desocupação registrado desde maio de 2018.

Ainda, segundo a entidade, 5,2 milhões de brasileiros (38,9% dos desempregados no país) procuram emprego há mais de um ano.

A metodologia do IBGE considera dados de 15.756 setores, em 3.464 municípios. O instituto também coleta informações de 211 mil domicílios. “Um domicílio, uma vez selecionado para mostra de pesquisa, é visitado uma única vez no trimestre, por 5 trimestres consecutivos”, explica o IBGE na apresentação publicada sobre os dados mais recentes.

 

A Pnad Contínua trimestral mostra ainda que a taxa de desemprego cresceu em 14 dos 27 Estados, incluindo o Distrito Federal. As unidades do país que apresentaram o maior contingente de desocupados foram Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%). E os estados com menores índices são Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%), Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%).

Nesta quinta-feira (15), durante viagem em Nova Iorque, além de chamar manifestantes que participaram de atos contra os cortes na Educação de “idiotas úteis”, durante uma revista rápida à imprensa, presidente Bolsonaro culpou o desempenho durante a fase de ensino como responsável pelo desemprego de parte dos brasileiros que não conseguem colocação no mercado.

“Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas? Fala-se que tem muito desempregado, 14 milhões, mas parte deles não têm qualquer qualificação porque esse cuidado não teve pelo PT ao longo de 13 anos”.

Taxa de subutilização da força de trabalho

O IBGE aponta ainda que o percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (subutilizadas) ficou em 25,0% no primeiro trimestre do ano, o que representa 28,3 milhões de pessoas – um recorde da série histórica.

Em relação a sexo, raça, grau de instrução e classe social, o levantamento aponta que o maior nível de desemprego está entre as mulheres, jovens e negros. O maior contingente de desempregados também se concentra na faixa etária entre 25 e 59 anos (57,2%) e, em seguida, entre os jovens de 18 a 24% (31,8%).

Por sexo

Homens – 10,9%
Mulheres – 14,9%

Por idade

14 a 17 anos – 44,5%
18 a 24 anos – 27,3%
25 a 39 anos – 11,9%
40 a 59 anos – 7,5%
60 anos ou mais – 4,5%

Por cor ou raça

Brancos – 10,2%
Pretos – 16%
Pardos – 14,5%

Por instrução

Menos de 1 ano de estudo – 10,2%
Fundamental incompleto – 11,4%
Fundamental completo – 13,9%
Médio incompleto – 22,1%
Médio completo – 14,5%
Superior incompleto – 14,1%
Superior completo – 6,9%

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