Irã afirma ter enriquecido urânio e adverte sobre complô israelense
Teerã, (Prensa Latina) Autoridades militares do Irã urgiram hoje aos Emirados Árabes Unidos (EAU) a desmarcarem-se dos complôs israelenses contra este país, enquanto o governo afirmou ter produzido 20 quilogramas de urânio enriquecido a 20 por cento.
O ministro iraniano de Defesa, Ahmad Vahidi, atribuiu recentes declarações do embaixador emiradense em Washington, Youssef Al-Otaiba, a ações conspirativas originadas pelo regime sionista de Tel Aviv, segundo noticiou nesta segunda-feira o canal Press TV.
Meios noticiosos estadunidenses citaram Al-Otaiba afirmando que preferia o recurso de um ataque militar contra este país para supostamente garantir a segurança dos EAU, "a viver com um Irã nuclear", declarações que foram retificadas e desautorizadas por Abu Dhabi.
Vahidi, no entanto, alertou que tais práticas podem danificar interesses nacionais e aconselhou que "certos países devem ser cuidadosos para que as agências de espionagem dos Estados Unidos e Israel não influam em seus diplomatas".
Os comentários do titular de Defesa coincidiram com o anúncio por parte do chefe da Organização da Energia Atômica do Irã (OEAI), Ali AKbar Salehi, de que o país "produziu 20 quilogramas de combustível nuclear com um enriquecimento a 20 por cento".
Salehi, que repetiu a afirmação oficial de que o programa atômico iraniano está em sintonia com as leis do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), negou, da mesma forma que Vahidi, que o processo de enriquecimento constitua uma ameaça para seus vizinhos.
O chefe da OEAI afirmou que o Estado persa completará em agosto do próximo ano (mês Shahrivar persa) a produção de barras nucleares para o reator de Teerã, especializado em produzir isótopos medicinais para o tratamento do câncer.
A República Islâmica informou em junho passado que produziria seu próprio combustível atômico, depois de fracassar as negociações com o Ocidente para dotá-la de urânio enriquecido a 20 por cento para seu reator de pesquisas.
Em maio, os governos do Irã, Brasil e Turquia assinaram aqui um acordo para a troca de combustível nuclear em território turco, mas as potências mundiais encabeçadas pelos Estados Unidos o menosprezaram e optaram por aplicar um quarto pacote de sanções econômicas.
Vários deputados qualificaram as medidas punitivas adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU no dia 9 de junho de declaração de guerra contra o Irã", e opinaram que Washington vê o tema da troca de combustível como político, quando é matéria rotineira e comercial".