Cartaz pede punição a Ríos Montt: "para quem deu ordem à agonia, peço castigo"
Dez dias após ser anunciada a condenação do ex-ditador guatemalteco, José Efraín Ríos Montt, a 80 anos de prisão pelo genocídio cometido durante sua gestão (março de 1982 a agosto de 1983) contra a etnia indígena ixil, a Corte de Constitucionalidade do país anulou, nesta segunda-feira (20) a sentença e ordenou a realização de um novo julgamento.
Após cumprir as ações apresentadas pela defesa, os magistrados concluíram que não foi cumprido o devido processo e por isso decidiram anular o julgamento.
Ríos Montt foi condenado a 80 anos de prisão pelo Tribunal A de Maior Risco que o considerou culpado pelos crimes a ele imputados pelo Ministério Público (MP).
Outro militar acusado, José Mauricio Rodríguez, ex-chefe dos serviços de inteligência durante o mandato de fato de Ríos Montt (1982-1983) foi absolvido pelo Tribunal, mas a Corte também anulou esta decisão.
Ambos os militares foram julgados pela matança de ao menos 1.770 indígenas ixiles na zona norte do estado de Quiché (norte da Guatemala). A guerra civil na Guatemala durou 36 anos – 1960 a 1996 – e provocou 200 mil mortos e desaparecidos, segundo as Nações Unidas.
A guerra civil na Guatemala teve origem em 1954, quando o então presidente Jacobo Arbenz sofreu um golpe de Estado, planejado pelo Exército e pela agência norte-americana CIA.
Após sucessivos governos militares ligados a grupos anticomunistas e a esquadrões da morte, núcleos de militantes de esquerda organizaram a resistência armada contra a ditadura. O conflito durou de 1960 a 1996.
Do Vermelho com La Jornada
| Texto: / Postado em 21/05/2013 ás 21:59 |