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| Manifestação durante a greve geral na Ilha de Gu |
Paris (Prensa Latina) O Governo da França anunciou nesta quarta (25) que apresentará novas propostas a representantes da ilha caribenha de Guadalupe, com incidência indireta em outras posses francesas nessa região.
Paralisada desde 20 janeiro por uma greve geral, além de um capítulo sangrento com a morte de um dirigente sindical, Guadalupe mostrou-se insatisfeita pelas iniciativas lançadas pelo presidente da República, Nicolás Sarkozy, na passada quinta-feira.
Hoje quarta-feira terá novas propostas, que serão feitas pelos mediadores e pelos diferentes atores", declarou à televisão local Luc Chatel, porta-voz do Palácio de Elyseé.
As conversas retomaram-se esta manhã em Pointe-a-Pitre, Guadalupe, e tem como objetivo principal analisar a demanda do coletivo intersindical LKP de um aumento de 200 euros para os salários mais baixos.
O aumento salarial seria financiado de maneira compartilhada com 50 euros da patronal, 50 das instâncias locais e 100 euros por parte do Estado, marcando também a exoneração de impostos patronais.
"Somos parte da França mas nunca temos sido tratados como franceses. Chegou-se a falar em algum momento do termo colonização positiva. A verdade é que só para o turismo servimos", declarou Adele Goram.
Goram e outros dirigentes do LKP manifestaram-se decepcionados pelo projeto de ajuda desenvolvido por Sarkozy para Guadalupe, Marticina, Guayana francesa e a ilha da Reunião (oceano Índico).
No domingo passado, ao redor de quatro mil pessoas assistiram ao funeral do ativista sindical Jacques Bino, assassinado em Guadalupe, ato que se converteu em uma manifestação política em demanda de respeito dirigida ao governo francês.
| Texto: Prensa Latina / Postado em 25/02/2009 ás 16:22 |
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