Santo Domingo, (Prensa Latina) O Procurador Geral de República Dominicana, Radhamés Jiménez Peña (foto), recusou por fora de contexto o relatório dos Estados Unidos sobre trata-a de pessoas e os países que segundo Washington não perseguem esses delitos.
Esse relatório não se corresponde com a realidade nem com os esforços que realizam as autoridades dominicanas nessa matéria, afirmou Jiménez Peña.
O promotor geral referiu-se ao documento emitido por EUA durante a cerimônia de abertura do curso de capacitação do pessoal que actua nas investigações criminosas em casos de violência, feminicidios e delitos sexuais.
De acordo a declarações do chefe do escritório para monitorear e combater o tráfico humano do Departamento de Estado, Luis C de Baca, a República Dominicana poderia ser sancionada por Estados Unidos devido a sua falta de compromisso na luta contra o tráfico de pessoas.
Jiménez Peña sustentou que o servidor público norte-americano não sabe que as autoridades dominicanas fazem grandes esforços na luta contra o tráfico de pessoas, depois de destacar que a Procuraduría Geral da República tem estabelecido um departamento especializado na matéria, para a perseguição desse delito.
O procurador geral também se referiu à situação em Haiti e a necessidade de fortalecer a segurança na fronteira com o país vizinho ante um possível estallido social após a chegada ali do ex ditador Jean Claude Duvalier.
O servidor público baseou-se na instabilidade criada pelas eleições, a epidemia de cólera e a violência que podem contribuir a um conflito interno e propôs duplicar os controles na fronteira comum.
Na cerimônia participou também o embaixador de Espanha, Diego Mermejo; o Chefe da Polícia Nacional, maior general José Armando Polanco Gómez; a ministra da Mulher, Alejandrina Termán e a representante do Fundo de População e Família das Nações Unidas, Sonia Vásquez.
| Texto: / Postado em 20/01/2011 ás 19:46 |