Brasília - Sexta , 10 de Setembro de 2010 Página Inicial | Indique aos amigos
Argentina

Nova reivindicação pelas Malvinas fecha semana argentina


Buenos Aires,  (Prensa Latina) A reivindicação pelas Ilhas Malvinas feita pela presidenta argentina, Cristina Fernández, ao novo primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi um dos fatos mais notórios desta semana. Numa carta sobre a posse do chefe de governo, Fernández reiterou a vontade de seu país de retomar "o demorado processo de negociação" sobre a soberania das ilhas do Sul e os espaços marítimos circundantes.

 

A representante argentina chamou, além disso, a atenção sobre a importância de seguir construindo uma comunidade internacional capaz de encarar com visão renovada os problemas mais graves e urgentes da agenda global.

 

"Neste sentido, desejo renovar-lhe a disposição de meu governo de seguir contribuindo junto a esse objetivo", assinala a mensagem, que coloca a retomada das negociações sobre as Malvinas nesse mesmo espírito de colaboração.

 

Recorda também que recentemente iniciaram-se ações de exploração de hidrocarbonetos de maneira unilateral na área em disputa, o que tem sido recusado pelo governo argentino.

 

"Espero que você tenha a possibilidade de deter essas ações em benefício de uma cooperação frutífera com meu país", concluiu a carta de Cristina Fernández ao novo primeiro-ministro britânico, David Cameron.

 

A carta foi divulgada ontem, pouco depois de a própria representante apresentar o Plano Estratégico Agro-alimentar e Agro-industrial 2010-2016, que busca revitalizar o papel da Argentina como grande produtor de alimentos com muito valor agregado.

 

No projeto, no qual se pretende articular conhecimento, ciência e tecnologia, estarão envolvidas 43 universidades, 23 províncias do país e em torno de 150 câmaras empresárias, detalhou.

 

Segundo a mandatária, o plano fala de 200 anos perdidos para a articulação dos centros de altos estudos com o setor produtivo e econômico, como sucede nos países desenvolvidos.

 

Em outra parte da apresentação, Fernández recordou que na atividade político-econômica da nação, Estado e mercado cumprem papéis essenciais.

 

"Não é Estado ou mercado; é Estado e mercado", reforçou.

 

Em uma conferência de imprensa oferecida nesta quinta-feira, o ministro de Agricultura Julián Domínguez antecipou que o Plano Estratégico se assenta sobre três eixos fundamentais.

 

Estes princípios são a soberania do Estado sobre a tomada de decisões, a segurança alimentar e a promoção do valor agregado em origem, explicou.

 

A comemoração do Bicentenário propõe vários desafios, entre os quais conseguir uma Argentina sem fome, onde a produção esteja destinada a abastecer a todos os cidadãos, assinalou.

 

Ademais, acrescentou, chegar a ser "um país com produtores e valor agregado de origem e que inclua a relação com o meio-ambiente".

 

Na opinião do titular argentino de Agricultura, não devemos pensar em atingir uma produção (agrícola) de 100 milhões de toneladas anuais, senão em uma colheita de 200 milhões nos próximos 25 anos.

 

Nesta semana, além disso, o chanceler argentino, Jorge Taiana, participou na cidade uruguaia de Punta del Este da 33Â Reunião Consultiva do Tratado Antártico (RCTA).

 

Durante o encontro foi firmado o Acordo de Sede da Secretaria do Tratado Antártico, cujo assento em Buenos Aires começou a funcionar em setembro de 2004, lembrou a Chancelaria argentina.

 

Em uma nota publicada em seu website, a instituição indicou que o estabelecimento da sede da Secretaria na cidade foi o fruto de longos anos de negociações até se chegar ao consenso de todas as Partes Consultivas do Tratado.

 

Constituiu um grande avanço para a Argentina e um firme reconhecimento do protagonismo e do compromisso deste país com o desenvolvimento da ciência e da cooperação na Antártida, agregou.

 

O Tratado Antártico foi assinado em 1959 pelos 12 signatários originais -entre eles Argentina- e entrou em vigor a 23 de junho de 1961.

Texto: / Postado em 16/05/2010 ás 09:57

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