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Postado em 24/01/2016 4:56

EI destrói mosteiro cristão mais antigo do Iraque

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O mosteiro de Santo Elias, em uma colina sobre Mossul, era um lugar de orações

Imagens de satélite obtidas pela Associated Press confirmam o que os líderes religiosos e especialistas em antiguidades temiam, o mosteiro cristão mais antigo do Iraque foi reduzido a escombros pelo autodenominado Estado Islâmico (EI).

O mosteiro de Santo Elias, em uma colina sobre Mossul, era um lugar de orações havia 1.400 anos, incluindo para as tropas norte-americanas enviadas ao Iraque na última década.

A Associated Press encarregou uma empresa de imagens por satélite, a DigitalGlobe, de tirar fotografias de alta resolução do lugar, que depois foram comparadas com imagens prévias tomadas em 2011.

O mosteiro de Santo Elias se soma à já longa lista de monumentos e sítios arqueológicos, como os restos da magnífica cidade de Palmira, na Síria, que o Estado Islâmico destruiu por considerá-los heréticos e contrários à sua visão particular do islã.

Rússia

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, está realizando a sua comunicação semanal em Moscou nesta quinta-feira (21).

Zakhrarova divulgou que o chanceler russo Sergei Lavrov deverá participar na Conferência de Segurança de Munique, mas o governo russo ainda não tomou a decisão sobre quem irá chefiar a delegação russa.

Falando sobre a situação na Síria, a porta-voz informou que os grupos terroristas no país se tornaram mais ativos face à realização de negociações sobre a resolução da crise no país.

De acordo com o ministério, os terroristas podem usar as fortificações construídas na Turquia na fronteira com a Síria como seus bastiões.

“Não podemos excluir que estas fortificações na fronteira sírio-turca possam ser usadas por grupos militantes como seus bastiões”, disse.

Enquanto isso, a Rússia continuará fornecendo ajuda humanitária à população da Síria, disse Zakharova. Ela também destacou que Moscou está surpreendida com as declarações de Washington de que os Estados Unidos “não veem” o fornecimento de ajuda humanitária a este país árabe.

Além disso, “forças externas” continuam fornecendo armas aos terroristas na Síria: “Enquanto todas as partes envolvidas esperam começar o diálogo construtivo e (…) inclusive o diálogo entre o governo sírio e a oposição, forças externas continuam ajudando os militantes na Síria, inclusive os grupos terroristas, por meio do fornecimento de armas e munições”.

A Síria vive desde 2011 em estado da guerra permanente e, segundo os dados da ONU, já perdeu mais de 230 mil pessoas. As tropas do governo sírio combatem vários grupos rebeldes e organizações militares, bem como grupos terroristas, inclusive o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra.

A Rússia, que não faz parte da coalizão acima mencionada, lançou em 30 de setembro de 2015 uma campanha aérea a pedido do presidente sírio, Bashar al Assad. Durante o tempo decorrido, a Força Aeroespacial russa, com a participação de navios da sua Frota do Mar Cáspio e de um submarino da Frota do Mar Negro (o Rostov-na-Donu) eliminou algumas centenas de militantes e milhares de instalações dos terroristas, além de minar a principal fonte de financiamento do grupo terrorista, o petróleo. Além disso, a Rússia conseguiu impedir parcialmente a venda ilícita de petróleo no mercado negro da Turquia.

Crise migratória na Europa

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo também comentou as políticas europeias em relação à crise migratória e disse que estas são “irresponsáveis” e “representam uma ameaça para todo o continente”.

De acordo com o Ministério do Exterior russo, a Europa está em meio a uma crise séria de refugiados, em uma altura em que milhares pessoas da África do Norte, Oriente Médio, Ásia Central e Ásia do Sul estão buscando asilo para escapar à pobreza e à violência nos seus países.

Fonte: Correio do Brasil, com agências internacionais

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