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Oriente Médio

Postado em 14/04/2017 9:10

EUA jogam bomba gigante no Afeganistão para exibir seu poderio militar à Coreia do Norte

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Ao lançar a bomba de nove toneladas GBU-43, também conhecida como Artilharia Maciça de Explosão no Ar (MOAB, sigla em inglês), contra terroristas do Daesh no Afeganistão, os EUA demonstraram seu poder, inclusive para a Coreia do Norte, de acordo com especialistas em entrevista à Sputnik.
Na quinta-feira (13), MOAB, também conhecida como “Mãe de Todas as Bombas” — a maior bomba não nuclear do arsenal norte-americano, foi lançada a partir do avião militar de transporte C-130 sobre um complexo subterrâneo e túneis de Nangarhar, província no leste do Afeganistão. Acredita-se que a província em questão era usada por membros do Daesh — organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países.

O diretor do Programa de Segurança e Sustentabilidade Ambiental da Cruz Verde Internacional, Paul Walker, disse à Sputnik que o lançamento da bomba trata-se de demonstração de poderio militar norte-americano para os inimigos.

“Há vários precursores envolvendo esta bomba, que foi considerada a ser usada no Vietnã décadas atrás, mas esta tem uma carga explosiva 10 a 20 vezes superior às outras bombas aéreas comuns. O uso desta bomba única pela administração de Trump ilustra uma posição muito mais muscular e agressiva em relação a crises do que a da administração antecessora, sendo sem dúvida um tiro de aviso para os adversários, tanto para nações como para terroristas”, disse Walker na quinta-feira.

Richard Weitz, pesquisador sênior e diretor do Centro de Análises Político-Militares do Instituto Hudson, expressou uma opinião similar, afirmando, em entrevista à Sputnik, que a bomba foi usada para exibir as potencialidades dos EUA para o Daesh assim como para Pyongyang.

“Trump frisou que ele quer que os militares usem quaisquer armas, que sejam necessárias, para acabar com o ISIS [Daesh], por isso este ataque pode ter sido uma maneira de pôr ênfase nesta ideia. No entanto, algumas pessoas consideram que o lançamento da bomba poderia (eles não o afirmaram) ter tido como objetivo enviar uma mensagem à Coreia do Norte dizendo que sua artilharia subterrânea e baterias de mísseis poderiam ser destruídos rapidamente em batalha antes mesmo de destruir Seul”, disse Weitz em entrevista à Sputnik.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA Donald Trump contou aos repórteres na Casa Branca que “o problema” da Coreia do Norte “será solucionado”.
Trump também disse que esperava que China fizesse Pyongyang cumprir os acordos nucleares internacionais, mas o líder norte-americano também prometeu encontrar uma solução quanto ao assunto da Coreia do Norte caso a China não o faça.

A bomba MOAB foi posta em serviço do exército dos EUA em 2003, sendo usada pela primeira vez nesta quinta-feira. O custo de fabricação de uma MOAB equivale a US$ 16 milhões (R$ 50 milhões).

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