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Ciência e Tecnologia

Postado em 12/01/2018 7:50

Fotos incríveis da NASA mostram geleiras subterrâneas em Marte

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© REUTERS/ NASA/JPL-Caltech

Um grupo de cientistas detectou que em Marte há geleiras subterrâneas que oferecem novos dados sobre a quantidade de água disponível no Planeta Vermelho.

Embora há muito tempo se saiba que em Marte há gelo, estudar melhor sua profundidade e localização pode ser vital para as futuras missões tripuladas, lê-se no artigo publicado na quinta-feira (11) na revista norte-americana Science.

A descoberta revelou que há grandes depósitos de gelo subterrâneo localizados a um ou dois metros de profundidade em latitudes surpreendentemente baixas. “Este tipo de gelo está mais disseminado do que se pensava”, declarou Colin Dundas do Serviço Geológico dos EUA.

Uma seção transversal de gelo subterrâneo em uma escarpa, marcada em azul brilhante, imagem captada pela câmara HiRISE da Mars Reconnaissance Orbiter
Uma seção transversal de gelo subterrâneo em uma escarpa, marcada em azul brilhante, imagem captada pela câmara HiRISE da Mars Reconnaissance Orbiter

Segundo os pesquisadores, o gelo se formou recentemente por isso os sítios parecem ser planos na superfície e não estar cobertos por crateras formadas por resíduos espaciais depositados em Marte ao longo do tempo. O gelo tem listras e variações de cor, que sugerem que foi formado camada sobre camada, talvez como neve acumulada com o tempo, informou o artigo.

De acordo com o estudo, que se baseia nos dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, lançada em 2005, esses rochedos subterrâneos parecem “ser gelo quase puro”.

Escarpa no extremo norte de Marte mostrando uma seção transversal de uma camada grossa de gelo subterrâneo.
Escarpa no extremo norte de Marte mostrando uma seção transversal de uma camada grossa de gelo subterrâneo

Perfurar o núcleo de uma dessas jazidas e trazê-lo à Terra ofereceria um tesouro de informação para os geólogos sobre o clima marciano do passado, considerou G. Scott Hubbard, cientista da Universidade de Stanford em Palo Alto, Califórnia.

Estas jazidas se encontram nos hemisférios norte e sul de Marte em latitudes entre 55 e 58 graus, equivalente na Terra à Escócia ou o extremo da América do Sul.

 Sputnik

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