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Oriente Médio

Postado em 18/05/2017 7:34

Governo da Síria emite nota sobre as sentenças israelenses contra o prisioneiro árabe sírio Sidki Al Moqet

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Nota do Ministério das Relações Exteriores da Síria sobre as sentenças israelenses contra o prisioneiro árabe sírio Sidki Al Moqet

Damasco, em 17/05/2017.
         As autoridades de ocupação israelense emitiram na última terça feira, 16/05/2017, uma sentença de prisão por um período de 14 anos contra Sidki Al Moqet, líder dos prisioneiros sírios e árabes nas prisões da ocupação. Ele é nativo da cidade de Majdal Shams, nas colinas ocupadas do Golã sírio. As forças de ocupação israelense prenderam, mais uma vez, o ativista Al Moqet em 25 de fevereiro de 2015, depois de ter sido preso por mais de 27 anos nas prisões da ocupação, sem qualquer justificativa legal ou moral. Esta nova e injusta sentença ocorreu depois que ele tornou pública a sólida relação entre a ocupação israelense e as organizações terroristas que agem nos territórios da República Árabe da Síria, especialmente a Frente Al Nusra e o ISIS. Como prova do abuso das cortes israelenses e suas sentenças que preveem a prisão de Al Moqet por mais 14 anos, não foi autorizada a divulgação dos motivos reais de sua prisão e foi ordenado o seu arquivamento em caráter confidencial.
         A República Árabe da Síria condena, veementemente, as sentenças israelenses, que configuram um escândalo legal e que dão sequência aos crimes cometidos pelas autoridades de ocupação israelense contra os civis sírios, submetidos à ocupação israelense do Golã sírio ocupado, e que se somam à lista vergonhosa e repleta de crimes de guerra, de violações ao Direito Internacional e à resolução No. 497 do Conselho de Segurança, que proíbe Israel de adotar quaisquer medidas punitivas contra os sírios do Golã sírio ocupado. São crimes que se estendem por mais de 50 anos de ocupação das colinas sírias do Golã.
         A República Árabe da Síria reitera a sua exigência ao Secretário Geral das Nações Unidas, ao Conselho de Segurança, ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos e aos órgãos internacionais ligados aos direitos humanos, para que se cumpra a Lei Humanitária Internacional, incluindo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, e para que atuem no sentido de levar as autoridades israelenses a libertar o prisioneiro Sidki Al Moqet, de forma imediata, sem quaisquer coações ou condições. Assim como exige a libertação de todos os cidadãos da República Árabe da Síria, que encontram-se confinados nas prisões da ocupação, além de cancelar o caráter de confidencialidade do julgamento do prisioneiro Sidki Al Moqet. A Síria reitera a sua reinvindicação para que sejam cumpridas as previsões do 4º. Acordo de Genebra e da Lei Humanitária Internacional em relação às terras árabes sírias ocupadas por Israel. E expressa sua rejeição aos julgamentos de fachada realizados pelas autoridades da ocupação contra os prisioneiros e detentos sírios. A Síria reitera sua solidariedade aos prisioneiros sírios e palestinos que estão em greve de fome nas prisões da ocupação israelense e exige o atendimento imediato de todas as suas reivindicações.
         A República Árabe da Síria insta a comunidade internacional a adotar as medidas legais que garantam a libertação imediata do prisioneiro Sidki Al Moqet, sem quaisquer coações ou condições, porque esta decisão israelense injusta está em flagrante contradição com os direitos dos sírios que vivem sob a ocupação israelense e com o princípio de justiça garantido pela lei em qualquer lugar e a qualquer tempo.

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