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Venezuela Resiste ao Império

Postado em 07/09/2017 8:11

Julio Borges: Intervenção estrangeira contra Venezuela “deve ser séria”

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 @JulioBorges

Caracas, 06 Sep. AVN.- Julio Borges, ativista da oposição venezuelana, que realiza ao lado de Freddy Guevara um giro na Europa clamando uma intervenção contra a Venezuela, assegurou durante sua passagem pela Espanha que é necessário mais “pressão democrática” dos países e uma “mediação internacional séria”.

Os políticos opositores dos partidos de direita Primeiro Justiça e Vontade Popular aparecem na viagem pelo velho continente como “presidente e primeiro vice-presidente” da Assembleia Nacional, apesar de que este organismo está em desacato por decisão do Tribunal Supremo de Justiça, máxima autoridade legal na Venezuela.

Antes da reunião com o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, assegurou que “é necessário obrigar o governo a negociar, não para ficar no poder, mas para que haja uma transição democrática”, afirmou EFE.

Borges disse que a Venezuela não deve se tranformar em “uma franquia cubana: sem democracia, sem direitos humanos”.

Após reunião com o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, descartou a possibilidade de um diálogo político entre as partes para superar a crise, pois em sua opinião “não há condições”.

Não é a primeira vez que o dirigente de Primeiro Justiça solicita uma rápida intervenção sobre o país, incluindo bloqueios econômicos e financeiros que tentariam, segundo suas palavras, colocar a Venezuela em quarentena.

Nas fotografias divulgadas no Twitter oficial do governo da Espanha é possível ver Freddy Guevara entregando uma carta de Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, que não pode viajar porque encontraram 200 milhões de bolívares em espécie (uns US$60 mil no câmbio oficial) na semana passada em um carro de sua família. Por isso, foi proibida de sair do país enquanto continuam as investigações.

EFE

Pedido de intervenção na França

Antes, a delegação pró-bloqueio internacional, se reuniu com os presidentes da França, Emmanuel Macron, e do Senado, Gerard Larcher.

Julio Borges declarou do lado de fora do Palácio do Eliseu que Macron apoia “totalmente” a  Assembleia Nacional em detrimento da legitimidade da Assembleia Nacional Constituinte.

A intervenção é revestida de ajuda humanitária tal e como explicam os manuais da Guerra Não Convencional do Pentágono. “A França sabe disto, pois a experiência de intervenção sobre a Líbia de Gadafi foi motorizada pelo mesmo governo francês sob esquemas narrativos similares como a crise humanitária e a ditadura”, denuncia o portal de investigação Missão Verdade.

Já o líder da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, assegurou que “não tomaria como modelo a oposição na Venezuela porque está dividida entre uma parte moderada e outra fascista que faz chamados a disparar contra a polícia e lançar coquetéis molotov”, destacou EFE.

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