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Postado em 15/03/2019 9:57

Ministério da Saúde adverte: austeridade mata mais cedo

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Por Marcos de Oliveira na Coluna Fatos & Comentários no Monitor Mercantil

Expecativa de vida no Reino Unido diminui 13 meses desde 2015; governo deve recuar de mudança na idade mínima da aposentadoria.

A longevidade no Reino Unido diminuiu. E não se trata de um ponto fora da curva. A expectativa de vida de homens que chegam aos 65 anos era de 87,4 anos, mas caiu para 86,9. Entre as mulheres, de 89,7 para 89,2 anos. Em comparação com 2015, as projeções para a expectativa de vida diminuíram em 13 meses para homens e 14 meses para mulheres.Os dados são do Institute and Faculty of Actuaries, que calcula a expectativa de vida para o setor de previdência no Reino Unido. Quais os motivos para a piora? Sir Michael Marmot, diretor do Institute of Health Equity na University College London, arrisca: “É totalmente possível que a austeridade teve impacto.”

Reportagem do jornal britânico The Guardian aponta fatores como crescimento de obesidade, diabetes e doenças variadas. Mas os cortes no orçamento do Serviço Nacional de Saúde (NHS) contribuíram para a dificuldade em se controlar os problemas.

O mercado financeiro já se ajusta. Esta semana, a Legal & General disse que liberou 433 milhões de libras das reservas que detém para pagar futuras aposentadorias por causa das reduções nas expectativas de longevidade. Analistas preveem elevação nas cotações das ações de empresas de previdência.

O governo britânico, que estava pensando a aumentar a idade mínima de aposentadoria nos próximos anos, está agora sofrendo pressões para recuar. “Essa discussão de planos de previdência não é exclusiva do Brasil”, afirma o consultor Francisco Galiza.

Menor longevidade significa menores reservas para pagar futuras aposentadorias. O problema do sistema de capitalização, como o que o Governo Bolsonaro pretende implantar no Brasil, é que o inverso também é verdadeiro: mais expectativa de vida implica mais desembolsos ou benefícios menores.

 

Borracha nova

A Polícia Militar do Rio exibia, no início da tarde desta segunda, uma frota novinha de carros patrulha passeando em velocidade abaixo da máxima na Ponte Rio–Niterói pela pista da esquerda – aquela destinada a ultrapassagens. Não bastasse, uma van da PM ia na faixa ao lado.

Adiante, um engarrafamento logo após a saída da Ponte. O que fizeram os policiais, até então sem pressa? Ligaram a sirene e foram abrindo caminho em meio aos carros parados. O quadro sempre pode piorar: o culpado pelo trânsito era um carro da PM, que fazia uma blitz caça-níqueis.

O filme da Polícia Militar do Rio sempre pode ficar um pouco mais queimado.

Onde está Queiroz?

As entidades dos jornais (ANJ), Revistas (Aner) e Rádio e TV (Abert) “lamentam que o presidente da República reproduza pelas redes sociais informações deturpadas e deliberadamente distorcidas com o sentido de intimidar a jornalista e a liberdade de expressão”.

A jornalista em questão é a repórter Constança Rezende, do Estadão, vítima de fake news de bolsonaristas reproduzidas pelo presidente na tentativa de se esquivar do escândalo do Queiroz.

Vai ter que fazer dinheiro

Internação de Bolsonaro no Eistein, 17 dias, custará aos cofres públicos R$ 400 mil; médicos não cobraram. Por regra de três, Queiroz, que ficou 10 dias no mesmo hospital, teria que pagar, do próprio bolso, R$ 235 mil, mais os honorários. Deve ter aberto uma concessionária em SP.

Em 14/03/2019

A Primavera Europeia como antídoto à falsa dicotomia


Varoufakis reúne movimentos progressistas para eleição em maio para o Parlamento.

A União Europeia está se fragmentando em um momento em que os europeus mais precisam dela, aponta o economista grego Yanis Varoufakis, um dos fundadores do Movimento Democracia na Europa 2025 (DiEM25). Mas a solução não é confiar a renovação aos burocratas e aumentar o déficit democrático, que só fortalecerá a extrema-direita. É preciso renovação.

Desde que foi criado em 2016, o DiEM25 lançou o programa New Deal para a Europa. Depois, com outros movimentos e partidos, estabeleceu a Primavera Europeia, coalizão progressista que busca uma agenda política comum em toda a Europa e que disputará as eleições para o parlamento Europeu em maio.

“Diferentemente da maioria dos manifestos eleitorais, escritos em bastidores por conselheiros especiais, nosso New Deal foi feito em coautoria por meio de consulta aberta com cidadãos e ratificado por um voto democrático transnacional no qual todos os europeus puderam participar. Ele contém medidas ambiciosas que poderiam ser implementadas amanhã de manhã, como um New Deal Verde, que movimentaria € 500 bilhões por ano na transição ecológica da Europa, e um programa de solidariedade que redirecionaria os lucros do banco central para um fundo de combate à pobreza”, escreve o ex-ministro das Finanças da Grécia em artigos publicados na imprensa europeia.

As eleições de maio são apresentadas como “uma disputa entre dois campos: liberais eurófilos versus eurocéticos não liberais: Emmanuel Macron versus Matteo Salvini. Ou os ‘falsos profetas’ versus os ‘patriotas europeus’. Infelizmente, esta é uma conta enganosa”, sentencia Varoufakis. “Figuras do establishment como Macron perderam sua credibilidade mesmo com os cidadãos centristas. Para reunir os eleitores, eles confiam na ameaça que nacionalistas como Salvini representam. Igualmente, homens fortes como o vice-primeiro ministro italiano precisam desesperadamente de um establishment europeu para se formarem como rebeldes dignos.

“A única maneira de romper essa repugnante quebra de laços com a Europa é um New Deal confiável para os europeus – um antídoto para a crença deprimente de que a única alternativa a essa UE é sua separação. Em outras palavras, nossa posição não recai sobre nenhum dos lados da dicotomia entre as chamadas forças pró-europeias e antieuropeias. Somos pela nossa Europa, contra essa Europa”, finaliza.

 

Notícias da morte do SMS foram exageradas

Muitos acreditaram que o serviço de SMS estava com os dias contados por conta do uso cada vez maior do WhatsApp. Porém, de acordo com levantamento da Wavy, empresa do Grupo Movile, são trafegados cerca de 2,5 bilhões de torpedos mensalmente no Brasil.

Um dos motivos é que o SMS não possui limitações com relação ao alcance, já que não demanda redes 3G/4G ou Wi-Fi. Mais importante, sua taxa de leitura beira os 100%, o que torna o serviço bastante atraente para as empresas.

 

Insegurança

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, visitou em novembro o então presidente eleito Jair Bolsonaro no condomínio da Barra onde, três casas adiante, morava o acusado de matar Marielle e de possuir centena de fuzis. A CIA comeu mosca.

Em 15/03/2019

Os cínicos, os crentes e os prostrados frente ao agravamento da crise


Empresários voltam decepcionados após contatos com o Governo Bolsonaro: ninguém quer saber de produção ou emprego.

Quem tem o pé no chão não se surpreendeu com os resultados ruins na economia após o fôlego permitido pela liberação do dinheiro retido do PIS/Pasep. Os números vêm em linha com as análises feitas pelo Monitor Mercantil. Repetiu-se o que ocorreu em 2017, então com os recursos do FGTS. Não se pode nem falar em lenta recuperação, pois o país está pior do que quando entrou em recessão, a reboque das políticas econômicas de austeridade.

O mais grave é que não se vê esperança no novo governo. Empresários que têm dialogado com a equipe de Bolsonaro voltam decepcionados, pois não se fala em indústria, produção ou emprego. A atenção é para as reformas, e a especialidade é de fazer apenas confusão.

A equipe econômica parece hoje dividida em três perfis: os cínicos, que só querem garantir a rolagem e o pagamento dos juros da dívida, além das privatizações; os crentes, que ainda sonham que a reforma da Previdência, e depois a tributária, e depois a desvinculação e depois…, dará credibilidade ao país, e os investimentos voltarão num passe de mágica; e os prostrados, que acreditam que nada se pode fazer além de esperar uma lenta melhoria após 2023.

Redução vai contra a Constituição

É inconstitucional, na avaliação do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 106, de 2015, de autoria do ex-senador Jorge Viana (PT-AC), que reduz o número de membros da Câmara dos Deputados, de 513 para 385 representantes, e do Senado Federal, de 81 para 54.

O relator Jorge Folena, da Comissão de Direito Constitucional do IAB, afirma que a proposta atinge a autonomia dos estados federados. “O constituinte originário de 1987, ao fixar o mínimo e o máximo de parlamentares, visou a proteger os Estados-membros menos populosos contra um possível abuso a ser exercido pelas unidades que têm maiores contingentes”, argumentou o relator.

O advogado ressaltou que a preservação do princípio federativo contra emendas constitucionais está prevista no art. 60 da Constituição Federal promulgada em 1988. Para Folena, se o objetivo é reduzir custos, isso pode ser feito cortando as verbas de gabinete.

Promessa

Os trabalhadores da Cedae realizarão um grande ato no Dia Mundial da Água, em 22 de março, na porta do prédio sede da companhia, no centro do Rio, para protestar contra o que chamam de desmonte da empresa. O sindicato lembra que, durante a eleição e após assumir o governo, Wilson Witzel reafirmou diversas vezes sua posição em defesa da Cedae pública e estatal.

Porém, afirmam os trabalhadores, o atual presidente da Cedae, Hélio Cabral, não tem resolvido os problemas, enfraquecendo diversos setores e desmontando chefias estratégicas, em prejuízo dos serviços prestados.

Objetivo final

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confessou que o R$ 1 trilhão que ele pretende tirar dos aposentados tem destino: viabilizar a implantação do regime de capitalização, aquele no qual cada trabalhador é obrigado a passar seu dinheiro para uma empresa privada tomar conta.

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