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Postado em 27/08/2018 5:02

Ministros de 47 países da África analisam situação da saúde

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Dacar (Prensa Latina) Ministros e especialistas de 47 países da África analisarão a partir de hoje nesta capital possíveis medidas e estratégias para enfrentar sérios problemas de saúde como a cólera, o câncer e a diabete.

Os participantes da 68 Sessão do Comitê Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para este continente, que se estenderá até o próximo 31 de agosto, debatem um relatório atualizado sobre a situação dos serviços médicos e demais sistemas de atenção do setor.

Entre os enfoques do documento, estão a situação crítica da população dos países da região, atendida só em 49% pela infraestrutura de saúde, com pontos vulneráveis no tratamento a idosos, crianças, mulheres e adolescentes.

O acesso do povo aos serviços essenciais e a atenção às vítimas de acidentes são os segmentos que mais limitam o rendimento do sistema, informa o texto.

Entre as doenças que mais prejuízo causam aos africanos, se destaca a cólera, com mais de 150 mil casos reportados só em 2017 em 17 países da região.

Um dos temas da reunião é a análise de propostas para eliminar essa doença até o ano de 2030.

Os especialistas da reunião propõem medidas contra a cólera como o fortalecimento da vigilância epidemiológica e de laboratório, o mapeamento de áreas, o fortalecimento de alianças e o compromisso da comunidade.

Segundo o relatório, contra a doença, os governos dos países do continente deverão aumentar os investimentos em infraestruturas para garantir água potável, o saneamento das comunidades mais vulneráveis e a promoção da pesquisa em cada nação.

Outros problemas que crescem nas nações africanas são doenças não transmissíveis como o câncer e a diabete, que causam mais dano porque a falta de financiamento para os sistemas de saúde e o alto custo dos novos produtos limitam seu tratamento, segundo o relatório.

A necessidade de garantir acesso a esses medicamentos é um dos temas vitais desta reunião da OMS, pelo que se esperam fortes chamados a que governos do continente e a comunidade internacional aumentem as despesas institucionais em produtos farmacológicos e outros recursos.

Outras recomendações do encontro são aplicar políticas farmacêuticas mais rigorosas, conseguir um melhor controle de qualidade dos produtos médicos e garantir a colaboração de Estados e instituições.

O Comitê Regional da OMS pára África é um órgão diretivo dessa agência da ONU que implementa estratégias para melhorar a situação desse ramo em seus países membros.

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