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Postado em 17/04/2017 7:11

Na Argentina de Macri, 2 mil empresas fecharam nos últimos 4 meses

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Mundo Empresarial
Dezessete meses depois de Macri, Argentina enfrenta sua pior crise dos últimos anos
A Apyme afirma também que em 2016 cerca de 72 mil trabalhadores ficaram desempregados. A promessa de Macri era ampliar os postos de trabalho, fortalecer a indústria nacional e atrair investidores estrangeiros.

Segundo o informe oficial da Apyme de 2017, este quadro se deve à abertura excessiva do governo para importações, que enfraqueceu a indústria argentina. Além disso, os aumentos exorbitantes em tarifas básicas, a pressão tributária e crescente inflação – que atinge o nível mais alto dos últimos anos – também contribuíram para o fechamento de empresas e, consequentemente, o desemprego.

O organismo mostrou que no dia 3 de abril a produção de pequenas e médias empresas caiu 5% com relação a fevereiro e fechou, desta forma, 17 meses consecutivos de baixa.

Só na cidade de Buenos Aires, capital do país, mais de 400 restaurantes e bares fecharam as portas depois dos tarifaços impostos pro Macri logo no começo do governo, nos primeiros meses de 2016.

O programa neoliberal de Macri é parecido com o de Temer no Brasil: busca fortalecer o mercado em detrimento do Estado. Isso fez com que taxas de serviços básicos como transporte, gás e energia aumentassem em até 600, 700%. O impacto foi rápido nos preços dos alugueis e produtos indispensáveis da cesta básica. O combo de medidas impopulares atingiu rapidamente os trabalhadores que perderam mais de 30% do poder de compra e agora mostra um cenário caótico para a indústria nacional.

Economistas argentinos afirmam que a abertura indiscriminada das importações adotada por Macri, somada à queda do consumo interno e aumento do dólar, causaram impactos negativos na produção interna do país.

Do Portal Vermelho, Mariana Serafini

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