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Postado em 15/06/2018 11:03

Nicarágua enfrenta greve opositora sem respaldo popular

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Manágua,  (Prensa Latina) Nicarágua enfrenta hoje uma greve nacional de 24 horas convocada pela denominada Aliança Cívica pela Justiça e a Democratização (de oposição), em meio a uma ampla rejeição popular a essa medida de força.

Organizações sindicais, comerciantes e trabalhadores autônomos repudiaram a convocação, ao considerar que promove de desestabilização no país, afetado por uma onda de violência sem precedentes na última década.

Este chamado à paralisação é uma violação aos direitos dos trabalhadores, já que o empresariado descontará o dia dos empregados na conta das férias, expressou Miguel Ruíz, presidente da Central Sandinista de Trabalhadores José Benito Escobar.

Por outra parte, a secretária-geral da Federação de Sindicatos da Maquila 8 de Março, Damaris Meza, assegurou que os que ganham o sustento dia a dia não acatarão a greve.

Àquelas empresas que neguem o direito ao trabalho se exigirá o pagamento do salário integral e incentivos, porque o povo quer trabalhar para levar o sustento às famílias, afirmou.

Por sua vez, o secretário do Sindicato da Construção, Asunción Alfonso, denunciou que o Conselho Superior da Empresa Privada (Cosep) pretende afetar as famílias, buscando desbaratar a economia.

‘É por isso que os trabalhadores da construção recusamos a posição da empresa privada, e vamos trabalhar normalmente nos diferentes projetos da construção’, enfatizou.

E taxistas, comerciantes e trabalhadores autônomos entrevistados pela imprensa local afirmaram que não interromperão suas atividades e defenderão seu direito a trabalhar com normalidade, a fim de buscar o sustento de suas famílias.

Os que se opõem à greve argumentam que os convocantes não representam as maiorias, pois só pretendem obter crédito político através da manipulação, da violência e instabilidade.

Através das hashtags #ParoNoTrabajoSi e #NoVamosalParo nas redes sociais muitos, nicaraguenses expressam seu desacordo com essa medida, uma vez que põe em risco o sustento de não poucas famílias que dependem do trabalho diário para levar o pão a seus lares.

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