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Postado em 09/08/2017 7:39

O calote dos ruralistas

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Sergio Jones*
Reserva moral e o modelo da democracia burguesa em nosso, ou seria deles? País dos trópicos. Um verdadeiro presente de grego que se resume em uma herança maldita que é empurrada goela abaixo do povo e da classe trabalhadora brasileira como o manjar dos deuses. Como o único sistema digno a ser adotado para a boa convivência e harmonia, só que esta harmonia é voltada para uma ínfima minoria, enquanto a maioria padece na indigência social. O exemplo é exposto diariamente com as práticas adotadas pelo que costumamos chamar erroneamente de lideranças políticas. Quando na verdade, estas excelências são lideranças apenas dos seus mesquinhos e míseros interesses ao qual se agarram de forma autofágica.
A mais fina ironia de todo este circo mambembe, que se intitula Congresso, é regida por um grupo de político facínoras. Políticos estes, que são escolhidos, votados, eleitos e tem seus salários pagos pelo povo. Mesmo diante desta dura realidade, eles, políticos, não se dão por satisfeito e ainda roubam o dinheiro e trabalham contra os interesses deste mesmo povo.  Segundo relatório elaborado pela Oxfam a mística de que o agronegócio leva nas costas, como alegam de forma cínicas os seus defensores, as contas do estado brasileiro. Não deixa de ser uma grande balela, ou se preferirem não passa de uma grotesca peça de ficção.
De acordo com dados fornecidos pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostram que 4.013 pessoas física e jurídicas detentoras de terra devem R$ 906 bilhões, uma dívida maior que o PIB de 26 estados. Cada um destes devedores tem dívidas acima de R$50 milhões, além de existir um grupo seleto de 729 proprietários que declaram possuir 4.057 imóveis rurais, somando uma dívida de R$ 200 bilhões. As terras pertencentes a este grupo de privilegiados abrangem mais de 6,5 milhões de hectares, segundo informações cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro Rural.
Transitando na contramão da história, o governo golpista de Michel Temer no lugar de cobrar o débito, ele editou em junho a Medida Provisória n° 733, concedendo mais privilégios ao setor. Segundo o relatório da Oxam a MP  permite que produtores rurais inscritos em Dívida Ativa da União e com débitos originários das operações de securitização e Programa  Especial de Saneamento de Ativos liquidem o saldo devedor com bônus entre 60% a 95% Dívidas acima de R$ 1 milhão devem ter descontos de 65%. Este é o senso de justiça professado pelas classes burguesas que visa atender unicamente aos seus anacrônicos privilégios, em detrimento dos interesses de milhões de pessoas que habitavam e continuam habitando a região a “Invasão Pindorama”, mais conhecida como o descobrimento do Brasil.
*Sérgio Jones  é jornalista

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