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Postado em 15/01/2018 4:51

O Rio abraça Lula

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Em dezembro o Lula realizou uma Caravana que trouxe de volta a esperança para o Rio de Janeiro. Entrou pelo norte, percorreu algumas das regiões mais importantes do estado, cruzou toda a Baixada Fluminense – onde ele sempre teve votações similares às do nordeste – e desembocou no comício da Uerj, o mais importante ato politico do estado e muitos anos. Ainda complementou com uma conversa com 300 artistas e intelectuais do Rio no Hotel Othon.

Não foi a primeira vez que o Lula veio socorrer o Rio. O seu governo foi o que mais investiu no Rio, quem mais promoveu políticas sociais, quem mais fortaleceu a Petrobras, o Bndes, a indústria naval, permitindo transformações de monta no estado.

Esta vez ele veio constatar, com pesar, a situação em que se encontra o Rio, resultado das políticas de demonstre do Estado brasileiro, de desindustrialização, de corte radical nos recursos para a educação, para a saúde e para os programas sociais.

Lula trouxe a palavra de esperança, de que somente uma ação estratégica do governo federal, com a qual ele se comprometeu uma vez mais, o Rio poderá se recuperar da pior crise da sua historia, voltar a crescer, a gerar emprego, a combater a miséria, a desenvolver políticas sociais, programas culturais.

Lula encontrou um sentimento de desespero da população, de pavor da população diante da desproteção frente ao aumento desenfreado da violência, do aumento diário das pessoas morando nas ruas e praças da cidade, abandonadas, sem qualquer ação dos governos da cidade e do estado. Lula encontrou também a indignação e a vontade de reação da população do Rio e se comprometeu a ser quem, de novo, mais cuide do estado e do seu povo.

Como aconteceu com o sucesso das outras Caravanas, a direita reagiu imediatamente e antecipou, de forma absolutamente arbitraria, um julgamento por si só absurdo, sem provas, de simples perseguição política. Querem tirar o Lula da disputa eleitoral em que ele mostra o favorito do povo para voltar  a ser presidente. Se dão conta que, quanto mais passa o tempo, quanto mais o Lula ouve e fala com o povo pelo pais inteiro, mais se torna insustentável as tentativas de alija-lo da disputa.

O Rio reage com sua tradicional solidariedade, promovendo um novo ato de artistas e intelectuais com o Lula, no Teatro Casa Grande, dia 16, terça-feira, a partir das 19 horas. A convocação teve uma rápida e imensa repercussão, mobilizando os mais diferentes artistas e intelectuais, desde os que tradicionalmente votaram no Lula até os que não votam nele, mas reconhecem que a recuperação da democracia no Brasil passa hoje, inevitavelmente, pelo direito do Lula ser candidato a presidente.

Será um dos mais lindos atos que o Rio já conheceu, que vai expressar a solidariedade carioca com que sempre esteve presente com o Rio, com quem ama o Rio, com quem se dá conta que a auto estima dos brasileiros passa pelo resgate do Rio que todos os brasileiros amam e admiram.

Será um ato de solidariedade com o Lula, mas de solidariedade também com a democracia e com o Brasil. Que a recuperação da democracia comece pelo estado mais vitimizado pelo fim da democracia, pelo estado que quem não gosta do Brasil, adora espezinhar, degradar, deixar deteriorar seu educação publica, seus investimentos sociais, a recuperação econômica que havia promovido a melhoria do estado como nunca ele havia vivido.

O Teatro Casa Grande será palco de um grande ato de luta pela democracia e pelo direito do Lula ser candidato. Um grande ato de solidariedade, de alegria, se emoção, que mobilizará uma parte do que de melhor o Rio tem, preparando as grandes mobilizações do dia 24, em que se enfrentarão, uma vez mais a ditadura e a democracia, o arbítrio e o Estado de direito. O Rio vai passar a mensagem para os que detestam a democracia, detestam a solidariedade, detestam o Rio e o Brasil, que o Rio de Janeiro continua lindo, continua solidário, vai abraçar o Lula com os longos braçoos da sua arte, da sua inteligência, do seu amor pela vida, pela justiça e pela paz.

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