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Venezuela Resiste ao Império

Postado em 14/11/2018 9:44

Ouro venezuelano é da Venezuela e não do Banco da Inglaterra, declara ativista

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© AP Photo / Michael Probst

O Banco da Inglaterra se recusou recentemente a liberar as barras de ouro da Venezuela estimadas em US$ 550 milhões (R$ 2 bilhões), informou The Times, citando fontes anônimas.

As autoridades britânicas expressaram “preocupações de que Maduro [presidente venezuelano] possa apreender o ouro, que é propriedade do Estado, e vendê-lo para benefício próprio”, escreve a edição.

Em entrevista concedida à Sputnik Internacional o ativista da organização Hands Off Venezuela, Jorge Martín, comentou a questão.Segundo Martín, trata-se de uma “situação muito escandalosa, porque o ouro não pertence ao Banco da Inglaterra ou ao governo britânico”.

“[O ouro] pertence à Venezuela. Eles estão basicamente retendo algo que não é deles.”

Ele adiciona que muitos países no mundo “depositam suas reservas de ouro em lugares onde supostamente deveriam ser seguros”, e que não devem ser as autoridades que decidem “o uso futuro deste dinheiro”.

Martín destaca que isso “justifica a decisão tomada pelo presidente [Hugo] Chávez há alguns anos, quando ele repatriou a maior parte das reservas de ouro da Venezuela que estavam sendo mantidas na Suíça”.

Essa ação representa os planos de Maduro de proteger Caracas contra as sanções econômicas promovidas pelos EUA.Além disso, o militante ressalta que o “The Times é um jornal muito sério”, que além de representar os interesses da classe dominante britânica, não publicaria algo do tipo se não tivesse conteúdo significativo.

“Acho que está claro que os EUA também estão envolvidos”, disse, lembrando que no dia 1º de novembro o presidente norte-americano, Donald Trump, aplicou sanções especificamente sobre as exportações do ouro que estava sendo extraído do sul do país latino-americano.

“Portanto, é apenas uma suposição justa pensar que essa decisão do Banco da Inglaterra de reter as reservas de ouro venezuelano está relacionada a essas sanções.”

O ativista conclui advertindo que logo outros países europeus poderiam vir a aplicar mais restrições a Caracas.

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