Brasília, 22 de julho de 2017 às 19:35
Selecione o Idioma:

Oriente Médio

Postado em 16/05/2017 5:20

Quem pode tirar proveito da instabilidade na Líbia?

.

Share Button
© REUTERS/ Esam Omran Al-Fetori
Em 2 de maio, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, foi realizado um encontro importante entre Fayez al-Sarraj, premiê do Governo do Acordo Nacional, o governo provisório da Líbia, e o marechal-de-campo Khalifa Haftar, apoiante do chamado governo “oriental” de Tobruk.
Todos esperam que estas negociações possam retirar do impasse o processo de estabilização na Líbia.
Segundo vários analistas, nem todos estão interessados na regulação pacífica da situação na Líbia. Em um comentário para a Sputnik Árabe, Abu Bakr Baeer, deputado líbio, disse que “a posição dos jogadores mundiais sobre a crise líbia não é clara”.
“Para eles [os jogadores mundiais] o que é importante é recuperar os gastos investidos neste país. Eles estão mais preocupados com isso do que com a resolução da crise. A comunidade internacional não tem nenhum plano para estabilizar a situação”, destaca Abu Bakr Baeer.
In this March 18, 2015 file photo, Gen. Khalifa Haftar, then Libya's top army chief, speaks during an interview with the Associated Press in al-Marj, Libya.
© AP PHOTO/ MOHAMMED EL-SHEIKHY
Segundo ele, as forças que desequilibram o processo de paz agem nos interesses de potências mundiais.
O cientista político líbio Mukhtar al Jidal, por sua vez, considera que “os acordos entre o governo provisório e o exército serão minados pelo Qatar e pela Turquia, que querem colocar no poder a Irmandade Muçulmana [organização terrorista, proibida na Rússia]”. Como acredita Mukhtar al Jidal, os serviços secretos alemães e franceses fizeram muito para desacreditar o governo provisório perante o povo líbio. Os especialistas ocidentais espalham rumores que este governo financia e fornece armas aos grupos armados.

Comentários: