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Venezuela

Postado em 13/03/2019 8:27

Quem teria provocado blecaute energético na Venezuela? Analista dá opções

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© REUTERS / Marco Bello

A Venezuela vai pedir ajuda internacional para investigar o ataque à rede elétrica venezuelana. Analista russo Vladimir Travkin durante entrevista disse que este ataque é uma forma de pressionar o governo de Nicolás Maduro.

Nicolás Maduro declarou que pretende pedir às autoridades da Rússia, China, Irã e Cuba, assim como à ONU, que apoiem a investigação do recente ataque ao sistema energético do país, que levou a um apagão por vários dias na maior parte de seu território.

O especialista russo Vladimir Travkin, editor-chefe da revista Latinskaya Amerika (América Latina) da Academia de Ciências da Rússia, respondeu ao serviço russo da rádio Sputnik a pergunta sobre quem pode ter sido o responsável pelo acidente no sistema energético venezuelano.”Tudo que eu posso é supor, não tenho nenhuma informação específica sobre esta questão, e não acho que tal informação esteja no domínio público. Ou foi a própria oposição ou foram os americanos com a ajuda da oposição. Mas claro que não foi culpa do governo de Maduro”, afirmou.

O especialista explicou que este ataque é uma das formas mais eficazes de pressionar o regime Maduro. Vladimir Travkin acrescenta que os detalhes da investigação serão revelados, mas isso vai levar tempo.

Na terça-feira (12), o vice-presidente venezuelano, o ministro da Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, assegurou que o funcionamento da “quase totalidade” do sistema elétrico foi restabelecido. Segundo Maduro, 5 dias após o apagão nacional, as autoridades conseguiram eliminar as consequências do ataque, que, segundo ele, foi realizado a partir do território dos EUA.O colapso energético na Venezuela ocorreu no dia 7 de março após um acidente na usina hidrelétrica de Guri, responsável pelo fornecimento de 80% da energia ao país. A Corpoelec, a companhia elétrica estatal venezuelana, chamou o incidente de “sabotagem” e episódio da guerra energética contra o país. O acidente atingiu mais duramente o sistema de transportes e os serviços públicos.

Sputnik

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