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Postado em 20/12/2015 8:18

Raúl Castro: medidas de Obama são positivas, mas de alcance limitado

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O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou que as medidas adotadas até agora por seu homólogo estadunidense, Barack Obama, são positivas, mas de alcance limitado, e solicitou usar suas prerrogativas em benefício do processo de normalização de vínculos bilaterais.

Em uma declaração televisionada, Raúl Castro manifestou que ainda que se observem avanços no processo de normalização de nexos iniciado em 17 de dezembro de 2014, durante este ano não se avançou na solução dos temas que para Cuba são essenciais para que tenha relações normais com os Estados Unidos.

Nesse sentido, o governante manifestou que as medidas adotadas até o momento pelo presidente Obama, ainda que positivas, têm demonstrado ter um alcance limitado, o que tem impedido sua implementação.

Ante essa situação, Raúl Castro expressou que Obama, no uso de suas atribuições executivas, pode ampliar o alcance das medidas já tomadas e adotar outras novas, que modifiquem substancialmente a aplicação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de meio século.

Em seu discurso, o chefe de Estado cubano recordou que ainda que Obama tenha reiterado sua oposição ao bloqueio e chamado o Congresso de seu país para que o suspenda, esta política segue em vigor.

A esse respeito, denunciou que se mantêm a perseguição financeira às transações legítimas de Cuba e os efeitos extraterritoriais do bloqueio, o que provoca danos e privações ao povo e é o obstáculo principal para o desenvolvimento da economia cubana.

Além disso, disse que apesar do reiterado reclame de Cuba de que lhe devolva o território ilegalmente ocupado pela base naval em Guantánamo, o Governo dos Estados Unidos tem manifestado que não tem a intenção de mudar o status deste enclave.

Recordou também que o Governo norte-americano mantém programas que são lesivos à soberania cubana, como os projetos dirigidos a promover mudanças na ordem política, econômica e social da ilha, e as transmissões radiais e televisivas ilegais, para cuja implementação continuam se outorgando fundos milionários.

Raúl Castro também denunciou que continuam aplicando uma política migratória preferencial aos cidadãos cubanos, expressada na vigência da política de “pés secos-pés molhados”, o programa de parole para profissionais médicos e a Lei de Ajuste Cubano.

Tudo isso estimula uma emigração ilegal, insegura, desordenada e irregular, promove o tráfico de pessoas e outros delitos conexos, e gera problemas a outros países, acrescentou o dignatário.

Ante tal conjuntura, Raúl Castro manifestou que o Governo de Cuba continuará insistindo que para alcançar a normalização das relações, é imperativo que o Governo dos Estados Unidos elimine todas estas políticas do passado, as quais afetam ao povo e à nação cubana. Tais políticas, disse, não correspondem com o contexto bilateral atual nem com a vontade expressada pelos dois países, ao restabelecer as relações diplomáticas, de desenvolver vínculos respeitosos e de cooperação entre ambos povos e governos.

Fonte: Prensa Latina

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