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Oriente Médio

Postado em 23/09/2017 2:49

Reputação dos EUA foi reduzida ‘a cinzas’ na Síria

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© REUTERS/ Zohra Bensemra

Representantes do Pentágono esperam que cooperação com militares russos na Síria seja reforçada. Para o analista político Dmitry Yevstafyev, os militares norte-americanos são a favor do estreitamento da cooperação com a Rússia somente em palavras. Confira mais detalhes da entrevista dele ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Os Estados Unidos esperam intensificar cooperação com a Força Aérea da Rússia na Síria, escreveu no dia 17 de setembro o jornal Washington Post.
A coalizão internacional, encabeçada pelos Estados Unidos contra o Daesh, acusou a Rússia de atacar as posições árabe-curdas das Forças Democráticas Sírias. Ao mesmo tempo, uma fonte curda disse à Sputnik que seis soldados das Forças Democráticas Sírias ficaram feridos na sequência do ataque da Força Aérea síria. O Ministério da Defesa russo respondeu que os parceiros americanos sabiam dos limites pré-definidos da operação militar em Deir ez-Zor.
Consequências de ataque aéreo na província de Raqqa (Arquivo)
© REUTERS/ RODI SAID
De acordo com o Washington Post, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Joseph Dunford, comunicou a jornalistas que “o canal para resolução das situações conflituosas [entre militares russos e norte-americanos] ‘não deu certo’, quando aviões sírios e russos bombardearam as forças sírias apoiadas pelos EUA a leste do rio Eufrate”.
Dunford contou que no sábado, durante conversa telefônica com Valery Gerasimov, chefe do quartel-general russo, propôs que os chefes militares usassem este canal de comunicação “para detectar o deslocamento livre do inimigo na região do Eufrates” Ele adicionou que o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, teria discutido a situação com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.
O cientista político Dmitry Yevstafyev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, opinou que a coordenação das ações dos militares russos e norte-americanos na Síria na verdade é insuficiente, mas essa insuficiência não é culpa da Rússia.
“Eu faria uma pequena emenda à declaração dos norte-americanos. De fato, é preciso restaurar a cooperação, ao invés de consolidá-la. Na prática, vemos que a Rússia sempre cumpre suas obrigações muito bem ao informar suas ações para os EUA e para os outros países que participam da luta contra o Daesh e contra a Frente al-Nusra [ambas organizações terroristas proibidas na Rússia]. Por sua vez, os EUA algumas vezes não informaram suas ações planejadas ou já em curso, e recentemente têm ignorado abertamente advertências russas… Não é a primeira vez que nos damos de cara com a política dos EUA que violava o acordo da troca de informações. É de lembrar que, há pouco tempo, na mesma Deir ez-Zor aconteceu uma situação muito asquerosa, quando os Estados Unidos atacaram as forças governamentais sírias no momento em que elas estavam rechaçando ataque do Daesh”, ressalta analista.
Membros do grupo jihadista conhecido como Frente al-Nusra (arquivo)
© AFP 2017/ KARAM AL-MASRI
De acordo com Dmitry Yevstafyev, há muitas dúvidas quanto à franqueza das declarações norte-americanas no que diz respeito à luta contra o terrorismo internacional.
“No sentido figurado, a bola está no lado dos Estados Unidos, e cabe a eles mostrar na prática e não apenas falar sobre lealdade à luta contra o terrorismo internacional. Mas, por enquanto, são apenas palavras… Claro que os russos devem continuar sendo muito cuidadosos e seguindo todos os seus compromissos na Síria. Mas não se deve ignorar o fato de os norte-americanos terem na Síria reduzido ‘a cinzas’ sua reputação como parceiro confiante na luta contra o terrorismo internacional”, opina Dmitry Yevstafyev.

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