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Internacional

Postado em 14/01/2019 7:40

Reviravolta no caso do MH17: Comprovada a culpa da Ucrânia

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por Eric Zuesse [*]

Destroços do avião da Malasya Airlines. Finalmente, já pode ser apresentado ao público um processo claro e convincente – e irrefutável – sobre quem foi o verdadeiro culpado do abate do avião malaio MH17 sobre a Ucrânia, em 17 de julho de 2014, e qual foi a razão para isso. O processo completo, que vai ser totalmente documentado aqui, demonstra inequivocamente quem precisava das mortes de 298 pessoas no MH17. Este assassínio em massa foi feito pela obsessão extrema de um líder. Para ele, tinha de ser feito, pura e simplesmente, e feito naquela precisa altura.

O processo completo do MH17 será aqui apresentado, para ser julgado pelo público, porque nenhum tribunal, que tem o poder de divulgar este (ou outro qualquer) processo sobre os assassinos do MH17, está disposto a fazê-lo, e porque as provas deste processo do 17 de julho de 2014 se tornaram contundentes e irrefutáveis. Estas provas são aceites pelos dois lados. Mas mantêm-se escondidas do público nos Estados Unidos e nos países seus aliados. (O presente relatório, que é o primeiro a apresentar todo o processo, é apresentado a todas as agências noticiosas dos países de língua inglesa, para que, no caso de qualquer delas pretender proporcionar acesso ao seu público a estas provas incontestadas e conclusivas no processo do MH17, possa fazê-lo publicando este artigo. Quem não o fizer, é porque não quer que o seu público tenha conhecimento das provas concludentes neste processo, visto que este artigo está à disposição de todas elas, para publicação, gratuitamente. Assim, não há razão para não o publicarem).

Serão descritas todas as provas e todas as provas conclusivas contém links a documentos, esclarecendo quem foram os perpetradores e quem foram os mandantes do abate do avião malaio MH17, em 17 de julho de 2014.

Este artigo começa por demonstrar o mais importante e demonstra-o através de links às provas mais conclusivas. São provas que demonstram cabalmente que a investigação oficial chefiada pela Holanda, sobre este assunto, é uma fraude deliberada e total – uma fraude que já foi contestada cabalmente e denunciada pelo governo russo. (A Holanda chefiou a investigação porque 196 das 298 vítimas assassinadas eram holandesas). A reação da Rússia proporcionou, com um pormenor doloroso, não só um desmentido límpido das conclusões da investigação chefiada pela Holanda quanto à culpa dos russos, mas também (e com base nas mesmas provas que a investigação oficial tornou públicas em 24 de maio de 2018) forneceu provas da real e incontestável culpa da Ucrânia neste assassínio em massa, provas essas ainda não contestadas (embora se mantenham ocultas). Estas provas da fraude da equipa holandesa encaminham em grande parte a investigação para a sua conclusão final, em relação a quem foi a pessoa que exigiu à Ucrânia que praticasse este crime.

Diga-se a propósito que o governo holandês financiou parcialmente o golpe que em fevereiro de 2014 derrubou o governo da Ucrânia e instalou o novo regime, regime este aliado do governo dos Estados Unidos, e perpetrou o abate do MH17. O governo da Holanda não é neutro neste processo que está a julgar. Ajudou a instalar o presente regime na Ucrânia. Com efeito, como se verá aqui , o governo da Holanda tem sido o maior contribuidor da TV Hromadske da Ucrânia, que fez campanha para o extermínio dos residentes na antiga região ucraniana do Donbass, uma região separatista que votou mais de 90% no presidente democraticamente eleito da Ucrânia, derrubado pelo golpe de Obama . Esta operação na Ucrânia é uma extensão do grupo secreto Bilderberg que o corrupto príncipe nazi Bernhard instituiu na Holanda em 1954, para coordenar os esforços da NATO para os EUA e os seus aliados conquistarem o mundo. Foi preso em 1976, por uma das suas operações fraudulentas, um suborno de um milhão de dólares da Lockheed Corporation. O Estado da Holanda é tudo menos benigno.

Assim, a resposta da Rússia, a 17 de setembro de 2018, usou a própria documentação da equipa chefiada pela Holanda, para desmentir a atribuição de culpa à Rússia, feita por essa equipa, e para provar conclusivamente a culpa da Ucrânia como a real perpetradora daquele assassínio em massa. Dessa forma, a equipa chefiada pela Holanda incluiu o perpetrador real, a Ucrânia. Além disso, não só o governo holandês ajudou a derrubar o governo anterior da Ucrânia, democraticamente eleito, como também a colocar no poder o atual regime (em fevereiro de 2014, poucos meses antes do abate do MH17), resultante do golpe dos EUA .

Muitos dos leitores que clicarem os links aqui indicados ficarão chocados. O que os chocará são as provas, porque não foram publicadas no Ocidente (a não ser reduzidas a um resumo de menos de meia dúzia de obscuras notícias nos media – e, mesmo assim, geralmente não documentadas, ao contrário do que aqui se faz).

As ligações docmentarão e provarão cabalmente esta reviravolta impressionante, da Rússia para a Ucrânia. A documentação que foi citada pela Ucrânia e pelos membros holandeses da equipa, amigos da Ucrânia (os chefes da equipa), contra a Rússia, a 24 de maio de 2018, continha pormenores previamente não identificados (que foram assinalados pela primeira vez na apresentação russa a 17 de setembro de 2018) que condenam irrefutavelmente a Ucrânia. Por conseguinte, a resposta da Rússia foi ignorada no Ocidente, apesar de essa apresentação ter sido baseada nos mesmos artigos das provas que foram apresentadas pela equipa holandesa em 24 de maio. Assim, os termos das provas são os mesmos que a equipa, chefiada pelos holandeses, tinha apresentado. Os elementos de evidência aqui não estão em discussão.

Este artigo será o primeiro a concentrar-se nos importantes dados, especialmente chocantes, da resposta de 17 de setembro da Rússia, as provas fundamentais para as quais a Rússia chamou a atenção e que provam a culpa da Ucrânia para além de qualquer dúvida razoável – provam-na com base nas mesmas evidências que haviam sido apresentadas pela equipa da Ucrânia na sua apresentação quatro meses antes. Usar evidências do outro lado para declarar culpado esse mesmo outro lado torna este desenlace uma reviravolta espantosa.

A equipa ucraniana chefiada pela Holanda recusa-se a responder à apresentação russa, a qual reage à apresentação da equipa da Ucrânia de 24 de maio. Os meios de comunicação ocidentais também ignoraram praticamente a resposta da Rússia. ( Um meio de comunicação holandês noticiou-a, mas minimizou-a, concentrando-se numa parte acessória: a notícia dizia e concentrava-se em “a Rússia agora afirma que as imagens de vídeo que os investigadores usaram para acompanhar o transporte dos mísseis para a Ucrânia foram manipuladas”. No entanto, a parte da apresentação da Rússia que será analisada neste artigo foi totalmente ignorada naquela notícia holandesa que, como verão, não tem nada a ver com qualquer acusação de provas manipuladas. A BBC britânica também se concentrou nas “provas manipuladas” que a apresentação da Rússia teria atacado. O Washington Post publicou em título “Quem espalha a desinformação sobre o despenhamento do MH17? Acompanhamos o trilho Twitter” e concentrou-se em como o público estava polarizado sobre o processo MH17. A cobertura dos media ocidentais foi praticamente de desvio e desinformação, como reconhecerão pelo que se segue. E as provas aqui estão indicadas nos links, pelo que poderão ver com os vossos olhos.

A resposta da Rússia documenta, para além de qualquer dúvida, que aquele avião foi abatido pelo governo ucraniano, e que os media do Ocidente (i.e., os EUA e seus aliados) encobriram e continuam a encobrir este facto histórico e as mentiras continuadas do Ocidente sobre o abate do MH17.

Essas mentiras são a base das sanções dos EUA e da UE contra a Rússia, que se mantêm apesar de a base para essas sanções ter sido denunciada inequivocamente, a 17 de setembro, como uma série de mentiras. Assim, é fundamental para os mentirosos continuar a esconder essas mentiras. É esta a razão porque a apresentação brilhantemente pormenorizada da Rússia, em 17 de setembro, tem sido praticamente ignorada – para proteger o verdadeiro culpado. As provas mostram que essas sanções não passam de fraudes contra o público e crimes contra a Rússia – crimes adicionais em curso que foram escondidos e continuam escondidos até agora.

O leitor pode ver e considerar aqui todas as provas conclusivas no processo do MH17 – pode aceder-lhes através das ligações deste artigo. Ao contrário das “notícias” nos media do Ocidente, a apresentação aqui não apela à confiança do leitor, mas fornece a todos os leitores o acesso às provas – provas que são aceites pelos dois lados. É para isso que são os links: para serem examinadas pelos céticos.

O ceticismo em julgar qualquer coisa não é apenas bom, é essencial para a justiça. A confiança nunca deveria ser dada, deveria apenas ser conquistada. Do contrário, nenhuma democracia pode funcionar. Só ditaduras podem funcionar num país que é controlado por mentiras e por mentirosos. Só acreditam nos mentirosos as pessoas que neles confiam. A fé numa coisa ou numa pessoa pode envenenar o julgamento. O modo de testar o processo aqui apresentado é clicar num link, sempre que se quiser ver e examinar as provas. Sem examinar a prova (habitualmente por verificação pontual), nenhum leitor pode avaliar um caso de modo racional. A ditadura é quase inevitável num país em que a verificação das provas não é a norma. A maioria dos media não fornece essa possibilidade. É por isso que os media de “notícias” são ao invés, tão frequentemente, veículos de propaganda.

Então, eis aqui o processo completo do MH17, para qualquer leitor poder avaliar:

O último anúncio da investigação oficial, da “Equipa Conjunta de Investigação” (ECI), chefiada pela Holanda, foi a 24 de maio de 2018 e tinha por título “Atualização da investigação criminal sobre o desastre do MH17”. Dizia assim:

O ECI está convencido que o Buk-Telar [míssil e lança-mísseis] que foi usado para abater o MH17, pertence à 53.ª brigada de Mísseis Antiaéreos (daqui em diante, 53.ª brigada), uma unidade do exército russo de Kursk na Federação Russa… Esta impressão foi comparada com numerosas imagens de Buk-Telars, tanto ucranianas como russas. O único Buk-Telar em que se encontrou esta combinação de características é um Buk-Telar que foi registado várias vezes quando se reuniu um comboio da 53.ª brigada, a 23-25 de junho de 2014.

Por consequência, o ECI presume que, no seio da 53.ª brigada e no seio do círculo à sua volta, as pessoas têm conhecimento da operação que foi atribuída àquele Buk-Telar em especial… Já em setembro de 2016, o ECI revelou que o MH17 foi abatido por um míssil Buk da série 9M38…

O invólucro do motor do míssil mostra o número 9Д 1318869032.

Exemplo acabado da cobertura dos media ocidentais desta apresentação foi a notícia da CNN do mesmo dia, 24 de maio de 2018. Tinha por título “Míssil que abateu MH17 pertencia à brigada russa” . Afirmava: ” ‘Naquela altura, esta área estava sob o controlo dos separatistas pró-russos’, disse Fred Westerbeke, procurador-chefe do gabinete do procurador nacional da Holanda. O lança-mísseis Buk da série 9M38 ‘foi transportado do território da Federação Russa e posteriormente, regressou àquele território da Federação Russa’.”

O lado ucraniano afirmou que, finalmente, haviam encontrado provas que lhes permitiam atribuir definitivamente a culpa do abate do MH17 à Rússia. Assim, logo no dia seguinte, 25 de maio, o Telegraph britânico embandeirava “A Holanda e a Austrália exigem uma indemnização para as vítimas do MH17, acusando a Rússia de abater o avião” e noticiava que “a Austrália e a Holanda disseram que consideram a Rússia legalmente responsável pelo abate do voo 17 da Malaysia Airlines sobre a Ucrânia em 2014 e procurarão indemnizações para as famílias das 298 pessoas mortas”. Esta exigência à Rússia aparece “no dia seguinte à conclusão da investigação internacional liderada pelos holandeses de que as forças militares russas haviam posicionado o míssil terra-ar Buk que abatera o avião”.

Quatro meses depois, a 17 de setembro de 2018, o Ministério da Defesa russo publicou no YouTube a sua resposta, com o título “Briefing sobre provas recém-descobertas, relativas ao despenhamento do voo MH17”. . Apresentava a história do míssil e lança-mísseis Buk que a Ucrânia e os outros governos do CEI tinham dito que abatera o MH17. (O CEI inclui quatro países, a Holanda, a Ucrânia, a Bélgica e a Austrália, com um quinto país, a Malásia, que só entrou mais tarde, depois de ter acabado por aceitar permitir à Ucrânia o veto sobre quaisquer conclusões que a equipa publicasse. A participação da Malásia começou a 4 de dezembro de 2014; mas não é claro se a Malásia pôde desempenhar algum papel na “investigação”) . A Rússia, durante os meses de intervenção depois da apresentação do CEI, de 24 de maio, rastreou todos os números de série , 8868720 , 1318869032 e 9M38 , e descobriu (como podem ver aqui, clicando em cada um deles, em especial em Briefing ) que, depois de a Ucrânia ter adquirido o lança-mísseis e o míssil à Rússia em 1986, esse míssil e o seu lança-mísseis havia permanecido sempre, desde a sua transferência para a Ucrânia em 1986, na Ucrânia, e nunca mais voltara a estar posicionado na Rússia. Portanto, se a prova que a CEI forneceu é autêntica – o que a equipa ucraniana afirma ser – então acusa abertamente a Ucrânia. Isto é um xeque-mate comprovado contra a Ucrânia.

Agora, com a passagem dos anos, a causa real do abate do avião de passageiros malaio MH17, a 17 de junho de 2014, tornou-se cada vez mais clara, apesar das rigorosas tentativas continuadas dos media ocidentais para encobrir e esconder do público as crescentes provas, agora irrefutáveis (aqui apresentadas), que mostram claramente o quê e quem abateu o avião.

Nos anos decorridos desde que intitulei a notícia de 24 de agosto de 2014, “Investigação MH-17: Descoberto acordo secreto de 8 de agosto: Perpetrador do abate na Ucrânia do avião malaio, ficará oculto” , o facto importante sobre a “investigação” oficial foi o facto de o governo da Ucrânia ter lançado um veto, a 8 de agosto de 2014, a qualquer descoberta oficial produzida pela Equipa Conjunta de Investigação. A 20 de novembro de 2014, a televisão russa anunciava “Governo holandês recusa-se a revelar ‘acordo secreto’ sobre o caso do despenhamento do MH17” e noticiava que a editora de literatura científica Elsevier, da Holanda, tinha pedido essa informação ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação do país, e o governo recusara-se a cumprir essa lei. Os líderes dos países europeus, segundo parece, querem manter na sua posse a caixa negra e muitos outros dados básicos para que continuem ocultos e os quatro países assinaram este acordo secreto que permite ao governo da Ucrânia bloquear qualquer notícia que o incrimine no abate do MH17. Mesmo assim, chegaram ao público provas adicionais e todas elas confirmam e acrescentam mais pormenores à explicação que foi dada, pela primeira vez, pelo piloto reformado da Lufthansa alemã, Peter Haisenko, cuja investigação independente chegou à conclusão de que caças a jato do governo ucraniano tinham abatido intencionalmente aquele avião civil. Não punha de parte a possibilidade de um míssil Buk ter sido usado simultaneamente, mas tornava claro que fora usado pelo menos um caça a jato nesse abate.

No entanto, se aquelas partes de um míssil Buk, que tinham sido o foco da apresentação da equipa da Holanda, a 24 de maio, foram realmente recuperadas do local do despenhamento, conforme alega a equipa, então também foi um míssil Buk que atingiu o MH17. Assim sendo, existiriam sérias dúvidas quanto a saber se o Buk teria sido lançado por tropas ao serviço da Ucrânia ou da Rússia (ou também ao serviço dos separatistas de Donbas que funcionavam em conjunto com a Rússia, , conforme a versão original dos eventos da Ucrânia e dos EUA ).

O método usado para os perpetradores terem abatido o MH17 foi-se tornando cada vez mais claro, apesar deste secretismo continuado do Ocidente (e do poder de veto da Ucrânia quanto às “descobertas”), no que se refere ao conteúdo das caixas negras e das imagens por satélite dos EUA, e dos registos por radar de controlo do tráfego aéreo ucraniano, e de outras fontes de provas que continuam a manter-se secretas pelo Ocidente e não são disponibilizadas aos media nem a ninguém fora de um estreito círculo oficial das agências de informações dos países ocidentais.

Mas agora a Rússia – a 17 de setembro de 2018 – denunciou a flagrante fraude da apresentação da ECI, a 24 de maio de 2018, e o Ocidente (os aliados do governo dos EUA) ignorou totalmente a prova conclusiva contida na apresentação da ECI e que a Rússia tinha assinalado, de modo tal que já não podia haver dúvida razoável sobre a fraude intencional e ainda em curso do Ocidente em relação a toda a questão do MH17.

Também totalmente ignorada pela “explicação” do acontecimento da equipa ucraniana é a razão porque o controlo de tráfego aéreo ucraniano guiou o piloto do MH17 para voar sobre a zona de conflito onde se travava a guerra civil da Ucrânia e onde havia aviões militares a lançar bombas. O piloto do MH17 recebeu instruções do controlo de tráfego aéreo ucraniano para seguir aquela rota ao invés da que a companhia de aviação tinha planeado e que se tinha tornado habitual durante a guerra civil . Isto foi totalmente anormal e condenou o MH17. Claramente, só o governo da Ucrânia podia fazer isso, como fez – alterar a rota e apenas para aquele avião. No entanto, a equipa chefiada pela Holanda culpa a Rússia e o Ocidente acredita nela, mas não na Rússia. (Por que será?)

A Rússia tem publicado permanentemente as suas investigações em relação ao MH17; neste processo, em 17 de setembro, a Rússia não só forneceu mais pormenores quanto a forma como o abate ocorreu (não foi por erro, como o Ocidente afirma), mas também denunciou, em apresentações anteriores, a absurda impossibilidade da “explicação” desta ocorrência pelo governo ucraniano (que só havia sido usado um Buk), que é a “explicação” que continua a ser papagueada cega e inabalavelmente por funcionários em Washington, na Europa e na NATO, e também pelos media ocidentais. (Como expliquei no meu relatório de 24 de agosto de 2014, o relatório secreto de 8 de agosto foi assinado pelos quatro governos que formavam a equipa EIC e a quem a Malásia entregou as caixas negras para estudo – a Ucrânia, a Bélgica, a Austrália e a Holanda – e a EIC concedeu ao governo ucraniano o veto sobre tudo o que o relatório oficial da EIC dissesse. É provavelmente esta a razão porque o subsequente relatório oficial publicado sobre essas caixas negras não dizia nada de essencial . Foi um insulto descarado às famílias das 298 vítimas. A presunção foi que todas elas tinham fé, não eram céticas, em relação à equipa EIC.

Embora a Rússia não possua essas caixas negras (que, por acaso, foram entregues pelos separatistas pró-russos ao representante do governo da Malásia e, contudo, esse governo entregou-as ao governo da Holanda, ao invés de entregá-las ao governo da Rússia – segundo parece, confiando mais na Holanda do que na Rússia ou mesmo em si próprio), a Rússia possui, e revela publicamente, uma prova que é concludente por si só; é 100% consistente com a reconstrução da ocorrência de Haisenko, quer tenha estado envolvido um Buk ou não. A televisão russa emitiu, em outubro de 2014, um documentário de 25 minutos sobre a ocorrência, começando com pessoas que entrevistaram na região, que descreveram terem visto pelo menos um, e talvez dois, aviões subindo na direção do avião comercial e, depois, o avião comercial a cair lá do alto. Outras testemunhas disseram que tinham visto um caça SU-25 a descolar naquela área poucos minutos antes de o avião ter caído.

PRIMEIRO, O RELATO DA BBC QUE DESAPARECEU:

A BBC tinha publicado no seu sítio web, a 23 de julho de 2014, seis dias apenas depois da ocorrência, uma notícia em russo, através do serviço russo (felizmente arquivado pela Global Research ) sobre o abate, mas rapidamente a retiraram, sem qualquer explicação. Felizmente, pessoas que falavam russo conseguiram descarregá-la antes de ela desaparecer. Pelo menos duas dessas cópias foram publicadas no YouTube. A primeira foi publicada a 28 de julho de 2014, com legendas em inglês e com o título “Testemunha ocular ucraniana confirma voo de jato militar ao lado do avião MH17:   BBC censura o vídeo de 25Jul2014” . (Agora, já desapareceu, mas nele eram entrevistadas várias testemunhas – não apenas uma testemunha). Além disso, a Global Research publicou a 10 de setembro de 2014 uma transcrição dela, com o título “Notícia da BBC apagada. ‘Cala a jato ucraniano abateu MH17’, testemunhas de Donetsk”. (Este vídeo ainda se encontra no YouTube, podem aceder-lhe através da ligação abaixo, para poderem vê-lo).

As entrevistas da BBC foram feitas pela sua repórter Olga Ivshina . (Ver também http://archive.is/vFoh9 ) Filmou residentes locais na área dos destroços da queda. Numa passagem da sua notícia de 23 de julho de 2014, havia duas residentes em simultâneo que descreveram o que tinham visto. Uma delas disse, “E havia outro avião”. A outra continuou imediatamente, a fim de descrever o outro avião, “um avião militar, ao lado dele [‘ele’ era o avião comercial]. Toda a gente viu. Estava a progredir por baixo do avião civil”.

Esta é a segunda versão, mais clara, desse clip . (É o que ainda se encontra no YouTube ). A parte importante está a 0:38-0:42 no vídeo:

Este foi publicado novamente a 9 de setembro, com a mesma tradução de legendas em inglês, só que o visual é mais nítido.

E há uma desculpa, datada de 25 de julho de 2014, da BBC, por ter retirado o vídeo original desta entrevista – mas, mesmo assim, não voltaram a publicá-lo; continuaram a bloqueá-lo; ainda hoje, as únicas versões disponíveis, as primeiras entrevistas gravadas de pessoas que disseram ter visto a ocorrência, são as publicações feitas independentemente, mas esta é a desculpa da BBC:   www.bbc.co.uk/…

E esta aqui é a desculpa da BBC traduzida para inglês pelo Google: http://archive.is/kc291

Obviamente, a BBC fez tudo o que pôde para eliminar a prova, que tinham difundido erradamente, e que encaixava na reconstrução do piloto reformado da Lufthansa, Peter Haisenko, e que contradizia a reconstrução EUA-Ucrânia – a reconstrução que os media projetam e com base na qual o presidente dos EUA, Barack Obama conseguiu que a UE apoiasse o reforço das sanções económicas contra a Rússia e as suas subsequentes extensões , tudo com base em mentiras.

(Subsequentemente, a 17 de dezembro de 2018, a South Front intitulava “‘CONSELHO EDITORIAL EXIGE SANGUE: VISÃO INTERNA SOBRE COMO A BBC TENTA ENCONTRAR PROVA DA INFLUÊNCIA RUSSA NAS MANIFESTAÇÕES DOS COLETES AMARELOS” . Noticiavam que Ivshina tinha enviado uma mensagem a um correspondente da BBC, nas ruas de Paris, com instruções sobre a redação das notícias que a BBC queria, em relação às manifestações dos “Coletes amarelos” contra o presidente francês Emmanuel Macron , “Sim, Estou à procura dos ângulos))) O conselho editorial quer sangue)))” . “E, se encontrar esses extrema-direitas [nas manifestações] eles falarão de Putin e de Moscovo? Bom, pelo menos, os russos vão às manifestações, não vão?” Ivshina estava a dar instruções ao correspondente francês sobre o que procurar, para ela poder arranjar o tipo de “notícias” que os patrões dela queriam publicar. Talvez Ivshina tivesse sido castigada em 2014 e tivesse aprendido a nunca mais ser apanhada a noticiar nada que pusesse em causa a linha de propaganda anti-Rússia do governo do Reino Unido.

Assim, este valioso testemunho ocular da ocorrência do MH17 está disponível apesar dos media ocidentais (ou, melhor, dos media de propaganda) e a razão para a supressão das notícias é óbvia para todos os que vejam a notícia da BBC de 23 de julho de 2014 , que apresenta várias testemunhas, entrevistadas em separado, enquanto indivíduos e não em grupos, e no entanto todos esses testemunhos – talvez apesar do desejo de Ivshina que eles não dissessem isso – afirmam ter observado a mesma história básica de, pelo menos, um caça a jato militar a subir na direção do avião antes de ele cair.

Por outras palavras, é nítido que a BBC tinha eliminado aquela reportagem porque não confirmava a história ocidental, que diz que os separatistas ucranianos pró-russos tinham disparado um míssil Buk, a partir do solo, contra o avião, pensando que o avião civil era um avião militar do governo ucraniano prestes a bombardeá-los, a eles e às suas famílias. Mas, acima de tudo, o governo ucraniano estava assim praticamente a reconhecer que estavam a bombardear aquelas populações , o que significa que estavam a perpetrar uma operação de limpeza étnica, que era de facto o que o governo estava a fazer ; mas, em segundo lugar, a afirmação do governo ucraniano também reconhecia que, se aquilo tinha ocorrido desse modo, teria sido sem intenção, um trágico acidente por parte dos rebeldes. (A EIC agora era que era um ataque russo contra o MH17).

Então, porque é que “a comunidade internacional” reage com enormes sanções económicas contra a Rússia, por causa deste despenhamento – feito, como se vem a saber, pela Ucrânia? Toda a posição de propaganda do Ocidente era destinada a um público de tontos, ou mesmo de psicopatas, que não se interessam minimamente pela tragédia das vítimas de uma campanha de limpeza étnica . Só se preocupam com as vítimas no “Ocidente”. A história básica do Ocidente não faz sentido sem reconhecer que estivemos a financiar a limpeza étnica para limpar o terreno no sudeste da Ucrânia e que qualquer apoio que a Rússia estivesse a proporcionar aos separatistas teria sido defensivo por natureza, e não ofensivo. Mas não é a Rússia que fica com as culpas de aquele avião de passageiros ter caído? Apesar de o controlo de tráfego aéreo da Ucrânia ter guiado o piloto para ali? De qualquer modo, aquela história da culpa russa é falsa, do princípio até ao fim. E hoje (pelo menos depois de 17 de setembro de 2018) acabou. Mas os media ocidentais continuam a difundir as mentiras, como se não tivesse acabado.

É uma situação mesmo ridícula. Alguém nas forças armadas tinha de saber, desde o início, que a “explicação Buk” era uma pura mistificação.

O DOCUMENTÁRIO RUSSO

O documentário russo, de 22 de outubro de 2014, intitulava-se “MH-17: a história por contar,” e apresentava, entre outras coisas, vídeos de vários mísseis Buk a serem disparados em diversas ocasiões, só para mostrar como era ridícula a “explicação” inicial da Ucrânia-EUA-e-aliados sobre a ocorrência do MH-17. Em 5 de novembro de 2014 , resumi isso, com imagens de ecrã do documentário russo.

Por isso, quando o repórter da BBC não conseguiu encontrar ninguém em toda a região que dissesse ter visto qualquer coisa do género, qual seria a história do governo da Ucrânia sobre aquele assunto – não só que aquilo tinha sido feito por um Buk solitário, mas que tinha sido disparado por (a princípio) separatistas pró-russos, e (mais tarde) pelo exército russo? Obviamente, qualquer pessoa com alguma experiência militar, perceberia imediatamente que a história do governo ucraniano sobre o MH-17 era uma pilha de mistificações, mas alguém do Ocidente noticiou nos media ocidentais que a versão ocidental não era apenas uma mentira, era um absurdo, que exigia um público ignorante para ser levado a sério pelo público? Que exigia que um público ignorante se mantivesse ignorante? São estes os media ocidentais, com liberdade de imprensa, com democracia, com cidadãos deveras bem informados, que podem votar com base em verdades e não apenas em mentiras?

Esta é a forma como começa o documentário da TV russa começa:

Vários habitantes do local disseram ao repórter da TV russa que tinham visto um jato militar a subir na direção do avião; nenhum desses indivíduos eram os mesmos que tinham dito exatamente a mesma coisa ao repórter da BBC, cuja peça foi enterrada pelos seus diretores.

ASSIM FOI ABATIDO O MH17

Para explicar como este avião foi abatido:

Mais atrás, resumi as provas da reconstrução de Peter Haisenko, mas pus em causa ele ter aceitado o testemunho ocular de que os aviões que abateram o avião comercial eram SU-25. Na entrevista da TV russa a Haisenko, ele manteve-se agarrado à sua crença de que foram provavelmente SU-25, em vez de SU-27 ou Mig-29, que também existem na Força Aérea ucraniana, e todos os três usam metralhadoras de 30 mm, ou “canhões”. Mas dado o facto de que estes três modelos de aviões de ataque usam metralhadoras (“canhões”) com balas de calibre 30 (que é o tamanho que foi usado, sobretudo no cockpit ), o efeito seria com buracos de entrada idênticos de calibre 30, fosse como fosse. A minha última notícia sobre esta prova, antes da formação da EIC de 8 de agosto de 2014, do acordo mútuo de não noticiar nada que incriminasse o governo da Ucrânia, no que se referia ao incidente com o MH17, intitulava-se: “Reconstrução sistemática do abate do avião da Malásia: A culpa é límpida e condenatória.” Basicamente justificava (e as ligações, nessa notícia, documentam isso com imagens e vídeos) a forma como o avião tinha sido abatido para que “a UE acompanhasse as sanções rígidas contra a Rússia”. Obama ( através do regime que tinha instalado em Kiev, no golpe em fevereiro de 2014 ) conseguiu impor as sanções internacionais contra a Rússia que pretendia. Foi Obama, claro que não foi Putin – e hoje sabemos que não foi a Rússia (nem sequer houve um Buk envolvido) – a pessoa fundamental por detrás de tudo. As 298 vítimas assassinadas do MH17 em 17 de julho de 2014 foram assassinadas por Barack Obama (através dos seus agentes, como Victoria Nuland — que dirigiu a operação ucraniana de Obama ), tão obviamente como (ou mais obviamente ainda) o príncipe coroado Mohammed bin Salman al-Saud (através dos seus agentes no consulado de Istambul dos sauditas) assassinou Jamal Khashoggi a 2 de outubro de 2018.

Ações internacionais (como as sanções económicas) baseiam-se nestas falsificações e em “provas” obtidas fora de contexto, como esta de Paul Roderick Gregory, comentador de extrema direita da Forbes , mas não há falsificações dessas, nem itens de provas fora de contexto, no caso que se apresentou aqui. É essa a diferença entre notícias e propaganda; mas, nos EUA hoje, a propaganda passa como se fosse notícia, e as notícias autênticas que não se coadunam com a narrativa cozinhada pelo regime são totalmente suprimidas. O escândalo não é apenas Obama, nem apenas a Ucrânia; é também dos órgãos de propaganda e também (embora em menor extensão) das suas audiências que subscrevem esses media mentirosos.

Os governos ocidentais e os seus media , estão a tratar os seus cidadãos, não como público, não como cidadãos, mas como idiotas. Estão a tratá-los como súbditos em vez de cidadãos. Isto não é uma democracia autêntica. É neofeudalismo; na verdade, é fascismo.

Toda a “explicação Buk” do abate do avião da Malásia (a ideia de um só míssil Buk ter provocado todos os destroços físicos que se encontraram) é apenas para idiotas; e toda a gente em círculos oficiais e na imprensa, que a veicula, é tão falsa como a narrativa ridícula que ele ou ela está a veicular. Repeti-la, depois de serem apresentadas provas autênticas, que podem ser vistas nestas ligações, só é própria de um escravo voluntário de psicopatas . Neste caso, o psicopata foi Obama, que não só tinha perpetrado um sangrento golpe para derrubar o presidente da Ucrânia, democraticamente eleito, em fevereiro de 2014 , mas que agora também lutava e tinha uma obsessão premente para que a UE aceitasse as suas sanções contra a Rússia por esta ter correspondido aos apelos da Crimeia (que havia votado 75% por esse presidente) para retornar à Rússia. O assassínio em massa de 14 de julho de 2014 que foi montado para culpar a Rússia, foi o truque de Obama que lhe permitiu vencer por este meioa.

CONCLUSÕES

Não sabemos todos os pormenores sobre a forma como o MH17 foi abatido, mas o que sabemos com toda a certeza é que a narrativa dessa ocorrência apresentada em 24 de maio pela equipa da Ucrânia ?– o relato oficial de como as coisas aconteceram – não só é falsa como é uma fraude descarada. A equipa da Ucrânia forneceu provas que, se forem autênticas, condenam a Ucrânia. E os media ocidentais escondem esse facto fundamental.

Agora sabemos porque é que os governos ocidentais têm escondido os dados das caixas negras, em vez de os disponibilizarem ao público, assim como outras provas que ainda se recusam a fornecer ao público. Pretendem enganá-lo em vez de o informar. Apostam na mentira. Podem chamar-lhe “patriotismo”. Os traidores fariam isso. Os traidores de qualquer país fariam isso. Foi o que fizeram. As suas crenças constituem a sua base política.

Infelizmente, todos aqueles que eles enganam tornam-se seus instrumentos e todos os demais suas vítimas – impotentes para derrubar os tiranos (e ainda mais para os substituir) que tornam tudo mau para toda a gente, exceto para si próprios, os que se situam no topo.

Um dia antes do abate do MH17, a 16 de julho de 2014, a Bloomberg News publicara um cabeçalho, “União Europeia preparada para sanções à Rússia perante a pressão dos EUA na Ucrânia” e noticiava que “os EUA pressionam o bloco para assumir uma posição mais dura contra Moscovo”. Um dia antes disso, a 15 de julho, o título da Bloomberg fora, “Líderes da União Europeia ponderam sanções contra a Rússia, por causa da Ucrânia” e essa notícia noticiava abertamente, “Líderes da União Europeia reunidos em Bruxelas vão considerar sanções alargadas contra a Rússia, por causa do conflito na Ucrânia, enquanto os EUA pressionam o bloco para assumir uma posição mais dura contra Moscovo”. A ocorrência de 17 de julho terá sido apenas uma coincidência perfeitamente atempada a fim de conseguir o que Obama estava apostado a fazer: as primeiras sanções contra a Rússia com base na Ucrânia? O regime que Obama instalara na Ucrânia em fevereiro de 2014 precisava do apoio dele e também do apoio do FMI (para obtenção de empréstimos) e da UE (para a qual estava a tentar entrar). Provavelmente ainda havia mais pressão sobre os líderes na Ucrânia do que sobre os líderes da UE. Mas a pressão era forte sobre ambos os lados. Noticiou-se que a UE hesitava perante o aumento das sanções contra a Rússia. Obama precisava que a UE aprovasse rapidamente o reforço dessas sanções, para manter o impulso de toda a sua campanha contra a Rússia, o que tinha motivado o golpe de fevereiro de 2014 na Ucrânia . Era preciso uma coisa dramática, para Obama conquistar a cooperação total da UE. Afinal, Obama tinha iniciado secretamente, pelo menos em 2011, a sua operação para conquistar a Ucrânia . Esta operação foi, para ele, um dos objetivos centrais do seu duplo mandato de presidente. A Ucrânia – e a Ucrânia unicamente – tinha a possibilidade de lhe proporcionar a participação da UE. A Ucrânia entregou-lha, exatamente na altura em que mais era necessária. Isso foi essencial para a Ucrânia poder entrar na UE. Entrar na UE seria essencial para a Ucrânia entrar na NATO – o passo fundamental seguinte no plano de Bilderberger.

Prolongar as sanções foi mais fácil do que impô-las inicialmente. A 22 de dezembro de 2018, a UAwire noticiou “A UE alarga as sanções económicas contra a Rússia” e informou que, em 14 de dezembro, as sanções da UE contra a Rússia , que se baseiam nas alegadas agressões russas na Ucrânia ou contra a Ucrânia, iam ser prolongadas. A UAwire assinalava, “Estas medidas foram inicialmente introduzidas em 31 de julho de 2014, por um ano, em reação às ações da Rússia para desestabilizar a situação na Ucrânia e depois reforçadas em setembro de 2014”. A UE apoia e participa nas mentiras do regime dos EUA e nas sanções contra a Rússia. Estes crimes e mentiras começaram com Obama, mas continuaram com o seu sucessor Trump, e também têm sido os crimes da União Europeia , dado que a UE aderiu às sanções, em vez de as condenar, e também as mentiras que serviram de base a essas sanções. Assim, a UE indiretamente é cúmplice do governo dos EUA no assassínio em massa que ocorreu a 17 de julho de 2014.

Talvez os sobreviventes das famílias e a companhia de aviação da Malásia (que é propriedade do governo malaio) e o seu governo, processem a Ucrânia e o seu presidente Petro Poroshenko, com acusações civis e criminais e ainda Victoria Nuland, Barack Obama e os Estados Unidos, mas também o governo holandês, pela sua cumplicidade com o governo dos EUA nesta “investigação” fraudulenta que pré- estabeleceu a culpa contra a Rússia . (Contudo, o acordo secreto que a Malásia assinou para entrar na ECI pode proibir a Malásia de entrar nessa via). A Holanda pré-estabeleceu a culpa da Rússia, através do seu acordo secreto de 8 de agosto de 2014 entre as quatro partes (a que mais tarde se juntou o governo da Malásia) para permitir que a Ucrânia, o suspeito real, exercesse o direito de veto na atribuição da culpa. Contudo, não só os sobreviventes das 298 vítimas devem processar, mas todas as vítimas devem ser representadas neste processo. Também houve muitas violações de leis internacionais. O golpe de Obama contra a Ucrânia foi uma delas. O abate do MH17 resultou desse golpe , não teria ocorrido sem ele, e foi uma extensão dele. Esse golpe constitui assim uma parte importante do processo do MH17.

A 20 de setembro de 2017, os cinco países da EIC assinaram um “Memorando de Entendimento” dizendo “Arranjos para os signatários e outras nações enlutadas para contribuições financeiras para os procedimentos nacionais na Holanda serem estabelecidos num memorando financeiro de entendimento” e que “Este Memorando manter-se-á em efeito durante cinco anos e será automaticamente prorrogado por períodos sucessivos de cinco anos”. Portanto, pretendem continuar com a “investigação” do MH17 até poderem apresentar ao mundo provas de que foi a Rússia. Mas, talvez antes de isso acontecer todas as vítimas e os seus filhos já tenham morrido e esta fraude e esta farsa terminará finalmente, tão secretamente como começou, e apenas algumas pessoas se preocupem com ela.

Ou então, as vítimas e as suas famílias, iniciam os procedimentos legais que puderem, desde já, contra todos os membros da EIC, pelo seu encobrimento e contra os mandatários, nos EUA, que exigiram este assassínio em massa, e contra os perpetradores na Ucrânia que o ordenaram e executaram?

Talvez até sejam capazes de obrigar Barack Obama a devolver à comissão Nobel o Prémio da Paz de 2009.

O regime dos EUA engendrou este assassínio em massa para ganhar o apoio da UE para as sanções contra a Rússia , e a União Europeia concordou conscientemente e continua a concordar com as agressões em curso do regime norte-americano e com as mentiras contra a Rússia. As 298 vítimas do MH17 não são só vítimas do regime dos EUA, são também vítimas da UE – e de modo algum, da Rússia. A Rússia foi o alvo escolhido do possível míssil Buk ucraniano e dos jatos ucranianos, que abateram o MH17. As vítimas do MH17 foram meros “danos colaterais” (collateral damages ) na guerra secreta em curso do regime dos EUA contra a Rússia, desde há décadas . É assim que os EUA competem no mundo de hoje, jogando um jogo muito sujo e safando-se bem, ajudado pelos seus aliados que apoiam e colaboram nas atrocidades do regime estado-unidense .

Agora, que media importantes do Ocidente publicarã estes factos solidamente documentados? Não será tempo, finalmente, de começarem a fazer isso? Ou não têm pingo de honra?

[*] Investigador da História, estado-unidense.

O original encontra-se em www.strategic-culture.org/…   . Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

14/Jan/19

 

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