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Postado em 15/06/2018 11:20

Síria decidida a recuperar região sul do país, afirma presidente

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Damasco,Prensa Latina) O presidente sírio Bashar Al-Assad declarou que depois da recuperação de Ghouta Oriental, ao leste de Damasco, se tomou a decisão de libertar a região sul do país mediante a reconciliação ou pela força, destacam hoje meios de imprensa.

Em entrevista concedida ao canal televisivo iraniano em língua árabe Al Alam, o governante manifestou que para deixar livre de terroristas o sul deste território também não se descarta uma proposta russa que pressupõe a saída dos extremistas.

Assinalou, nesse sentido, que até agora, no entanto, não há resultados concretos pela ingerência israelense e estadunidense, países que pressionam os grupos radicais nessa região para evitar que cheguem a um acordo pacífico.

Apontou, a esse respeito, que ‘os russos, estadunidenses e israelenses continuam mantendo contato sobre este assunto, mas ninguém contata os terroristas, já que eles são ferramentas e nada mais’.

O governante enfatizou que, enquanto o eixo de forças estadunidenses e de Israel buscam a hegemonia através do enfrentamento, o outro eixo antiterrorista defende a independência, a limpeza do território sírio e da região do terrorismo e a integridade territorial da Síria.

Ao referir-se à proposta de Israel sobre o abandono dos iranianos da região sul da Síria, Al-Assad assinalou que as estratégicas relações sírio-iranianas não se submetem ao bazar político internacional nem estão sujeitas a negociatas.

Insistiu, nesse sentido, em que ‘a decisão sobre nosso território é uma decisão exclusivamente síria; e estamos empreendendo a mesma batalha, e quando tenhamos uma decisão sobre o Irã, abordaremos a mesma com os iranianos e não com nenhuma outra parte’.

Sobre outra proposta apresentada de forma reiterada pela Arábia Saudita em relação à disposição desse Estado de normalizar a situação na Síria se a liderança interrompe as relações com o Irã, o governante sublinhou que ‘este princípio é basicamente recusado por Damasco’.

Depois de esclarecer que em território sírio não há formações de combate regulares iranianas, o chefe de Estado recordou que os assessores do país persa estiveram na Síria inclusive antes da guerra pelos estreitos vínculos existentes entre ambas nações no plano militar.

Em relação ao processo de reconstrução sírio, Al-Assad ratificou que os países implicados na guerra contra esta nação árabe não serão parte do processo de reedificação nacional, mas somente os sírios e seus aliados.

Síria vive uma sangrenta guerra desde março de 2011, na qual o Exército combate grupos terroristas dirigidos e apoiados pelos Estados Unidos e outros países ocidentais e da região, com saldo de mais de meio milhão de mortos e mutilados, segundo organismos internacionais.

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