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Postado em 04/07/2016 7:43

Solidariedade com o povo da Zâmbia diante dos ataques à liberdade de expressão.

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Nos últimos dias, o povo zambiano é vítima de um ataque direto por parte do governo de Edgar Lungu à liberdade de expressão. O fato está de mãos dadas com as constantes ameaças por parte de Lungu ao diário The Post.

Durante a tarde do dia 21 de junho, a autoridade da arrecadação de impostos da Zâmbia, sob instruções do Presidente do país, chegou ao escritório do jornal acompanhado de policiais armados e exigiu que o jornal pagasse imediatamente uma quantia de US$ 6,1 milhões por conta de impostos atrasados. Os trabalhadores do jornal foram imediatamente desalojados do escritório, as impressoras desligadas e todas as salas foram fechadas. O objetivo agora é acabar com o funcionamento do periódico, para o seu desmantelamento definitivo.

               O último ataque do governo da Zâmbia ao periódico Post foi realizado no dia 27 de junho, depois que o Tribunal de Receitas exigiu que ele fosse reaberto, o governo desafiou a ordem. E atuando contra a mesma ordem, a polícia foi a casa de Fred M’Membe, espancando ele, sua esposa Mutina Mazoka e o Editor de notícias Joseph Mwenda.

Após o fechamento do jornal, houve uma grande revolta dos partidos políticos de oposição do país, da sociedade civil e do público geral da Zâmbia. O governo dos Estados Unidos, Nações Unidas e União Europeia publicaram uma declaração de protesto pelo fechamento forçado do jornal Post, de tão escandaloso que foi.

               Sem o periódico Post, o país está agora sem o mínimo canal de crítica durante a campanha das atuais eleições gerais e presidenciais que serão realizadas no dia 11 de agosto de 2016. O governante da “Frente Patriótica”, Presidente Lungu desativou a única plataforma que o povo zambiano usava para expor a corrupção e outras práticas maléficas em períodos eleitorais. Com o fechamento do The Post, desapareceram os poucos restos de algo semelhante a liberdade de expressão dos meios de comunicação.

               Sobre as organizações que assinam abaixo, reforçamos o nosso repúdio a ação antidemocrática do atual governo da Zâmbia e fazemos coro com o povo da Zâmbia e da África, nossa solidariedade está com vocês e fazemos um chamado para a tão necessária unidade de luta para evitar que frações políticas autoritárias como a representada por Edgar Lungu se reelejam e sigam governando o continente africano, terra de uma forte história de luta contra o colonialismo e pela libertação nacional. Hoje, mais do que nunca, é vital unirmos as oprimidas e oprimidos do mundo para construir um modelo de sociedade que garanta a liberdade, a vida e a dignidade de nossos povos.

Até o 8 de julho coletaremos assinaturas para acompanhar as reivindicações do povo zambiano no e-mail:contact@thedawn-news.org

PRIMEIRAS ASSINATURAS:

  1. Articulación de los Movimientos Sociales hacia el ALBA
  2. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST – Brasil)
  3. Levante Popular da Juventude (Brasil)
  4. Patria Grande (Argentina)
  5. Consulta Popular (Brasil)
  6. Movimiento de pobladoras y pobladores (Venezuela)
  7. Congreso de los Pueblos (Colombia)
  8. Pátria Latina (Brasil)

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