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Postado em 12/06/2018 10:49

Tensão política pressiona economia da Nicarágua

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Manágua, 12 jun (Prensa Latina) As expectativas de crescimento econômico a futuro geram hoje dúvidas na Nicarágua, depois de sete semanas de tensões políticas marcadas pela violência nas ruas, enquanto milhares de empregos estão em risco de desaparecer.

Fontes especializadas argumentam que os recentes acontecimentos no país centro-americano prejudicaram o consumo interno, impactaram negativamente o turismo e enfraqueceram os investimentos estrangeiros diretos, ao mesmo tempo em que se refletem sobre a produção, as exportações e importações, entre outros setores.

O ciclo agrícola 2018-2019 poderia se ver afetado significativamente, fatores todos que anunciam, em termos conservadores, um crescimento do Produto Interno Bruto para o ano em curso em torno de 1,5%, comparado aos 4,9% obtidos no exercício anterior.

A Associação de Transportadoras de Carga da Nicarágua (ATN) suspendeu o transporte de mercadorias pelo território nacional devido aos obstáculos que retêm cerca de seis mil unidades nacionais e estrangeiras nas estradas do país com trancamento de vias e barricadas.

A medida foi anunciada pelo presidente da ATN, Marvin Altamirano, quem fez questão do diálogo como a única solução viável para que a Nicarágua saia da crise atual. Informamos os comerciantes, empresas de navio, importadores e exportadores que os transportadores da Nicarágua a partir desta segunda-feira suspendemos todo envio de mercadoria nacional e internacional enquanto não se normalizar a livre circulação em nossas estradas’, enfatizou.

Por sua vez, a Confederação Sindical de Trabalhadores José Benito Escobar e a Confederação Sindical de Trabalhadores de Zonas Francas alertaram sobre o perigo que recai sobre milhares de postos de trabalho nesse setor.

Nesse sentido, alertaram que ao redor de 50 mil empregos estão em risco de desaparecer em diferentes regiões do território nacional, perante a possibilidade de que muitas empresas fechem suas operações nesses parques industriais.

Por outro lado, a violência persiste nas ruas apesar dos reiterados chamados do governo e amplos setores da sociedade a restabelecer a paz no país mediante um diálogo construtivo.

Nesta segunda (11), três policiais perderam a vida, enquanto outros três ficaram feridos por mãos de desconhecidos em ataques perpetrados, indistintamente, em Manágua e no município de Mulukukú, na costa caribe norte da Nicarágua.

A atual onda de violência no país começou em 18 de abril em meio a protestos contra reformas do governo na seguridade social, mais tarde revogadas. Mesmo assim, não foi possível deter as manifestações, às quais se somaram outras demandas políticas.

Tais reformas, segundo observadores, serviram de pretexto para desencadear um plano controlado do exterior com o objetivo de desestabilizar a nação e provocar a queda do governo sandinista.

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