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Postado em 12/01/2018 3:30

Três curtas brasileiros em Berlim

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Rui Martins
Três curtas-metragens brasileiros foram selecionados para a competição internacional da categoria, no Festival Internacional de Cinema de Berlim do 15 ao 25 de fevereiro, e fazem parte do grupo de 22 filmes de 18 países concorrendo aos Ursos de Ouro e de Prata.

São eles, Alma Bandida, de Marco Antônio Pereira; Terremoto Santo, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca; e Russa, de Ricardo Alves em colaboração com o realizador português João Salavisa.

Alma Bandida, filmado em Minas Gerais, trata da incompatibilidade entre pessoas e conta a história de Fael, desejoso de presentear sua namorada.

Em Terremoto Santo, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca estabeleceram parceria com uma gravadora de música gospel da cidade de Palmares, em Pernambuco, a fim de tratar dos aspectos sociais e estéticos da prática pentecostal. A liturgia dos cultos evangélicos é especialmente musical nessa região da Zona da Mata, marcada pela história da cana-de-açucar e habitada por jovens que buscam nos cantos de louvor uma forma de trabalho.

Russa é filmado no Bairro do Aleixo, no Porto, numa realização dupla lusobrasileira. “A convite da Câmara Municipal do Porto, os realizadores João Salaviza (Urso de Ouro em 2012) e Ricardo Alves Jr. estiveram no Porto em residência artística para a produção de uma curta-metragem. As narrativas e fragmentos de intimidade que encontraram no território escolhido, o Bairro do Aleixo, transformaram-se na matéria de um filme, por eles realizado, intitulado “Russa”.

Russa volta ao Bairro do Aleixo no Porto, visitando a irmã e os amigos com quem celebra o aniversário do filho. Neste breve encontro, Russa regressa à memória coletiva do bairro onde três das cinco torres ainda se mantêm de pé.”

Foram também selecionados dois curtas portugueses: Onde o Verão Vai (episódios da juventude), de David Pinheiro Vicente; e a coprodução Madness, de João Viana, com Moçambique, Guiné Bissau e Qatar.

“Os curtas da competição internacional deste ano tratam a realidade diretamente e contribuem assim de maneira ativa para a comprensão social e política da atualidade. Os cineastas capturam pequenos momentos, histórias e tópicos locais e os conectam aos eventos de grande impacto”, segundo comunicado distribuído pela Berlinale. As relações de gênero e as estruturas de poder ainda estão longe de ser iguais ou equilibradas, mas são temas dessas obras”, completa o comunicado.

Paralelamente,  haverá também um programa especial de curtas-metragens dedicado ao 50° aniversário da Revolução Estudantil de Maio 1968, na França, com 12 filmes da Alemanha, Áustria, Suécia e Estados Unidos “mostando estratégias estéticas ainda hoje atuais”.

O realizador português Diogo Costa Amarante, Urso de Ouro no ano passado com Cidade Pequena, é um dos três jurados que escolherão os Urso de Ouro e de Prata deste ano.

Rui Martins, que estará em Berlim, do 15 ao 25 de fevereiro, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

https://vimeo.com/203978594
https://www.youtube.com/watch?v=ghoSap0INT8

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