Brasília, 17 de novembro de 2017 às 20:26
Selecione o Idioma:

Brics

Postado em 07/09/2017 9:30

TV do BRICS, proposta por Putin, pode aumentar integração e influência do grupo

.

Share Button

Canal de comunicação foi sugerido pelo presidente russo durante a 9ª Cúpula do BRICS

Eduardo Vasco, Pravda.Ru
O presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, propôs na última segunda-feira (4) a criação de uma TV do BRICS, uma rede de notícias e entretenimento própria dos países que formam o grupo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Putin afirmou que é preciso “estabelecer um canal de comunicação comum entre os cinco países para divulgar atuação comum”. A declaração foi feita durante reunião ampliada entre os presidentes dos países do bloco, como parte da 9ª Cúpula do BRICS realizada entre os dias 4 e 5 de setembro em Xiamen (China). Em um artigo escrito pouco antes da realização da cúpula, o líder russo já havia adiantado que discutiria a criação de uma rede de televisão do bloco.
A ideia já vem sendo desenvolvida dentro dos espaços de discussão entre esses países. Em junho foi realizado o 2º Fórum de Mídia do BRICS e o fluxo de informação sem interferência externa ao bloco recebeu especial atenção.+
O jornalista Marcos de Oliveira, diretor de redação do jornal Monitor Mercantil, participou do Fórum e também sugeriu a criação de um espaço de mídia integrado que possibilite um trânsito direto de informações do BRICS, que vai ao encontro da proposta de Vladimir Putin. Ele recebeu com entusiasmo a declaração do presidente russo.
“Será uma ferramenta para integração dos cinco países que compõem o bloco, assim como de divulgação das iniciativas do BRICS para nações que não integram o grupo”, diz à Pravda.Ru.
Para ele, “essa integração é um dos fatores que permitirá ao grupo estabelecer sua influência e ampliar a cooperação dentro do bloco e com países próximos”.
A proposta ainda deverá ser avaliada e estudada pelos demais membros. Mas o fato de ter sido levantada por Putin já indica ao menos uma disposição de construir um veículo alternativo à narrativa hegemônica dominada por poucas agências e redes de notícias ocidentais.

Comentários: