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Postado em 25/09/2017 3:01

Uruguai recusa na ONU intervenção militar na América Latina

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Nações Unidas, 25 set (Prensa Latina) O ministro uruguaio de Relações Exteriores, Rodolfo Nin Novoa, chamou hoje aqui a evitar toda retórica da violência e recusou qualquer insinuação de intervenção militar na América Latina.
‘Chamamos os países, especialmente os grandes como os Estados Unidos, a evitar escaladas verbais que sempre antecedem ao longo da história as tragédias maiores’, expressou o chanceler em seu discurso do período 72 da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Nesse sentido, chamou a mencionar cada ‘palavra com responsabilidade e evitando toda retórica da violência’.
Nin Novoa assinalou que a América Latina ‘recusa qualquer insinuação de intervenção militar em qualquer país latino-americano para dirimir conflitos, por mais intensos que estes sejam’.
Sublinhou que estas intervenções, na experiência histórica de nosso continente, ‘apenas deixaram como saldo um acúmulo de violência, pobreza e instabilidade perduráveis’.
O ministro do Exterior, que falou em nome de seu governo, relembrou que a região ‘está monoliticamente contra esses enfoques intervencionistas e belicistas que não resultam nem racionais nem prudentes’.
Aproveito aqui, disse, para reiterar uma vez mais ‘nossa mais firme rejeição ao injusto bloqueio’, que, após 55 anos, ainda pende sobre a fraterna República de Cuba.
Em outro momento de seu discurso, o ministro uruguaio assinalou que hoje mais que nunca a comunidade internacional precisa de compromissos para enfrentar o aumento dos conflitos armados, caracterizados por uma violência sem precedentes.
Também mencionou a proliferação de armas de destruição em massa, o avanço do terrorismo, da fome e dos efeitos devastadores da mudança climática.
A ‘desigualdade continua sendo a causa principal da maior parte dos problemas que nos atingem’, assegurou e apontou que a pobreza e a fome são assuntos vinculados à má organização e ‘à desigual partilha do poder e dos recursos nacionais e internacionais’.
A respeito, pediu à comunidade internacional estar à altura das circunstâncias e fortalecer os marcos de cooperação conjunta.
Sobre as tensões internacionais como a entre os Estados Unidos e a República Popular Democrática da Coreia, Nin Novoa manifestou que a diplomacia é a única saída.
Expressou que o desarmamento nuclear é o preâmbulo da paz e afirmou que deve haver uma proibição expressa e eliminação das armas de destruição em massa.
No entanto, agregou, que as potências nucleares longe de abandonar seus programas armamentistas ‘continuam melhorando e modernizando seu arsenal atômico’.
O compromisso da comunidade internacional deve ser dirigido ativamente a procurar soluções efetivas para este problema global, sublinhou.

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